TRE cancela mais de 67 mil títulos de eleitores na Paraíba por pendências judiciais

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) cancelou, entre os dias 30 de maio e 2 de junho de 2025, 67.524 títulos de eleitor de cidadãos que deixaram de votar e de justificar a ausência nas últimas três eleições consecutivas.

Em todo o Brasil, mais de 5 milhões de títulos foram cancelados, o que representa cerca de 3,17% do eleitorado brasileiro.

Na Paraíba, foram inicialmente identificados 71.029 eleitores faltosos. Desses, 2.829 regularizaram a situação dentro do prazo e 282 títulos passaram por cancelamento posterior, por diferentes razões, como a informação de óbito. Outros 394 eleitores foram classificados como não sujeitos ao cancelamento, por estarem em situações previstas na legislação eleitoral, como maiores de 70 anos, jovens de 16 e 17 anos ou analfabetos.

Atualmente, o eleitorado apto na Paraíba soma 3.221.729 eleitores.

Regularização permanece disponível

Quem teve o título cancelado pode solicitar a regularização pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no site do TSE e no portal do TRE-PB, com redirecionamento unificado.

Nos casos em que o eleitor ainda não possui dados biométricos cadastrados, será necessário comparecer ao cartório eleitoral em até 30 dias após o pedido para realizar a coleta. Se a biometria já estiver registrada, a regularização poderá ser concluída integralmente pela internet.

Como verificar a situação eleitoral

A situação cadastral pode ser consultada diretamente no site do TSE, com o número do título ou CPF. Manter a situação eleitoral regular é essencial não apenas para votar nas próximas eleições, mas também para assumir cargos públicos, renovar documentos e obter passaporte, entre outros serviços.

+ Consulte aqui a situação eleitoral.

Com MaisPB

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A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri