Número de católicos cai 18% na Paraíba, mas religião ainda é maioria

O número de paraibanos que se declaram católicos caiu 18,31% na Paraíba, em 12 anos – entre o Censo 2010 e o Censo 2022. Os novos dados foram divulgados nesta sexta-feira (6), pelo Instituto Brasileiro de Geogragia e Estatística (IBGE), e indicam, ainda, um aumento de 24,88% no número de pessoas que se declaram evangélicas.

Mesmo assim, os católicos ainda são maioria na Paraíba. Os números do Censo 2022 revelam que 68,96% da população são Católicos Apostólicos Romanos, um total de 2.367.779 pessoas.

Já em relação aos evangélicos, o percentual, mesmo tendo crescido, representa 20,77% da população (713.123 paraibanos).

Além disso, 6,15% da população da Paraíba diz não ter religião. Os levantamento divulgado pelo IBGE traz, ainda, informações de outras regiliões. Veja o ranking abaixo, com o total e o percentual em relação à população total do estado:

  • Católica Apostólica Romana: 2.367.779 (68,96%)
  • Evangélicas: 713.123 (20,77%)
  • Sem religião: 211.164 (6,15%)
  • Outras religiosidades: 104.136 (3,03%)
  • Espírita: 22.108 (0,64%)
  • Umbanda e Candomblé: 10.322 (0,3%)
  • Não sabe ou sem declaração: 2.952 (0,09%)
  • Tradições indígenas: 1.766 (0,05%)

Em João Pessoa, 55,42% da população é Católica Apostólica Romana e 29% é evangélica. Em Campina Grande, a proporção é semelhante: 56,4% são católicos e 28,52% são evangélicos.

Paraíba é o terceiro estado do Nordeste com maior percentual de católicos

Em relação ao Nordeste, a Paraíba aparece como o terceiro estado do Nordeste com maior percentual de católicos (69,96%), ficando atrás apenas do Ceará, onde 70,4% da população se declara católica, e do Piauí, com um percentual de 77,43% de católicos.

  • Piauí (PI): 77,43% católicos e 15,56% evangélicos
  • Ceará (CE): 70,4% católicos e 20,75% evangélicos
  • Paraíba (PB): 68,96% católicos e 20,77% evangélicos
  • Sergipe (SE): 67,76% católicos e 18,27% evangélicos
  • Rio Grande do Norte (RN): 67,01% católicos e 21,4% evangélicos
  • Maranhão (MA): 64,36% católicos e 25,37% evangélicos
  • Alagoas (AL): 64,16% católicos e 22,88% evangélicos
  • Bahia (BA): 56,98% católicos e 23,35% evangélicos
  • Pernambuco (PE): 58,82% católicos e 25,18% evangélicos

Dados nacionais

A proporção de brasileiros que se declaram católicos caiu e chegou ao menor nível já registrado desde 1872. Apesar da queda, o catolicismo segue sendo a maior religião no país, seguida da evangélica.

Segundo o instituto, 56,7% da população brasileira afirmou ser católica em 2022, o menor percentual desde as primeiras pesquisas sobre religião realizadas no país, há 153 anos. Em 1872, quando o primeiro levantamento do tipo foi feito no país, os católicos representavam 99,7% da população.

Desde então, a religião católica vem diminuindo. A maior queda ocorreu entre 2000 e 2010, quando a proporção de católicos no país recuou 9 pontos percentuais, de 74,1% para 65,1%. Na última década, o ritmo foi um pouco mais lento: 8,4 pontos, de 65,1% para 56,7%.

Com Jornal da Paraíba

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil