Justiça exige plano emergencial do DNOCS para barragem de “alto risco” na Paraíba

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) determinou que o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) elabore um Plano de Segurança da Barragem (PSB) em Engenheiro Ávidos, obra localizada no município de Cajazeiras, na Paraíba. A decisão, unânime, foi tomada pela 5ª Turma do tribunal na última terça-feira (20), com base em parecer do Ministério Público Federal (MPF).

O processo tem origem em uma ação civil pública ajuizada pelo MPF, que apontou falhas na manutenção da barragem e a ausência do plano exigido por lei. Segundo o órgão, há mais de 15 anos foram identificadas fissuras na estrutura, sem que medidas adequadas de conservação tenham sido adotadas. Por esse motivo, a barragem foi classificada como de “alto dano potencial associado”.

A 8ª Vara Federal da Paraíba já havia atendido aos pedidos do MPF e estabelecido prazo de 180 dias para que o Dnocs apresentasse o PSB e o respectivo Plano de Ação de Emergência (PAE), além de 15 dias para apresentação do cronograma físico-financeiro da obra. Em recurso ao TRF5, o Dnocs alegou dificuldades técnicas e financeiras para cumprir os prazos, informando ainda que firmou contrato em 2021 para obras de recuperação e modernização da estrutura.

Omissão – No julgamento, o TRF5 concordou com a argumentação do MPF de que o Dnocs vem se mantendo omisso na sua obrigação de elaborar e atualizar o Plano de Segurança da Barragem, conforme determina a Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei nº 12.334/2010). No processo, o MPF destacou que, desde 2008, foram realizados estudos e sugeridas soluções para a barragem. Porém, somente em 2021, as obras tiveram início.

A previsão de conclusão dada pela autarquia era junho de 2023, sendo estendida para abril de 2024 e, posteriormente, para junho de 2024, prazo novamente não cumprido.

Com MaisPB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri