Comitiva de São João do Cariri participa de audiência pública na Câmara Federal e reforça luta pelo reconhecimento da cidade como “Cidade da Fé”

Na tarde desta quarta-feira o prefeito de São João do Cariri, Chico de Eulina, acompanhado por uma comitiva do município, participou de uma audiência pública na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, em Brasília. O encontro teve como pauta principal o debate sobre a outorga e o reconhecimento de São João do Cariri como a “Cidade da Fé” em âmbito nacional.

A comitiva foi composta pelo prefeito Chico de Eulina, o ex-prefeito Helder Trajano, o padre Humberto Carneiro, o secretário de Cultura Eduardo Farias, o comunicador Júnior Queiroz e o empresário Shigiaki Maracajá, todos empenhados em defender o potencial histórico, cultural e espiritual do município.

A iniciativa marca um importante avanço na luta pela valorização do turismo religioso na cidade, que tem se destacado como um polo de fé, devoção e manifestações culturais no Cariri paraibano.

Durante a audiência, foram apresentados argumentos e justificativas que evidenciam a relevância de São João do Cariri como um dos mais tradicionais centros de religiosidade popular do Nordeste. O prefeito destacou que o reconhecimento oficial como “Cidade da Fé” seria um marco importante para o desenvolvimento local.

“Estamos iniciando uma nova fase dessa luta, com um debate de alto nível e muito proveitoso. Apresentamos todos os elementos que comprovam a importância de São João do Cariri para o turismo religioso do país, e agora aguardamos com expectativa a decisão da Câmara Federal certos que fizemos nossa parte”, afirmou Chico de Eulina.

A audiência foi proposta e presidida pelo deputado Romero Rodrigues e também contou com a presença do deputado estadual, Tovar Correia Lima, autoridades e representantes de entidades ligadas ao turismo e à cultura. A proposta de outorga segue agora para análise e possível votação nos próximos meses.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil