Vereador paraibano chama servidores públicos de “câncer” e se retrata após repercussão

O vereador Gerson Cândido de Farias, conhecido como Gerson do Gesso (PL), provocou indignação nas redes sociais ao afirmar que o funcionalismo público seria “um câncer do país”. A declaração, considerada ofensiva, foi feita no plenário da Câmara Municipal de Guarabira, no Brejo paraibano, durante a sessão desta quinta-feira (8).

“O funcionário público, não só de Guarabira, mas do Brasil inteiro hoje, é um câncer do nosso país porque trabalha pouco, porque não vai trabalhar, faz jogo de cintura para ir ao trabalho. Com isso o Brasil produz pouco, não avança e fica na aquela mesmice”, declarou o parlamentar.

A repercussão foi imediata. Colegas de Câmara criticaram duramente a postura de Gerson e chegaram a propor um voto de repúdio, além de exigir uma retratação formal — o que acabou acontecendo ainda na noite de quinta-feira.

Pedido de desculpas após críticas

Diante da repercussão negativa, o vereador publicou um vídeo nas redes sociais em que classificou sua própria fala como “infeliz” e pediu desculpas aos servidores. Na gravação, Gerson exaltou o papel do funcionalismo público, afirmando que os trabalhadores são fundamentais para o país.

“Quero dizer que os funcionários são pessoas boas, fantásticas, que produzem. Guarabira e o Brasil precisam desse povo, porque são eles que carregam nosso país nas costas. Eu fui infeliz naquela colocação e, por isso, venho a público pedir desculpas”, afirmou.

Jornal da Paraíba

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira (3) o sigilo de decisão que aponta supostas irregularidades na atuação do ministro André Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero.

Moraes encaminhou a decisão e os relatórios de inteligência da Polícia Federal que a fundamentam ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A decisão foi tomada no âmbito do Inquérito 4.781, instaurado em 2019 para apurar notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e outras infrações contra integrantes do Supremo, além de possíveis esquemas de financiamento e divulgação de fake news em massa nas redes sociais.

Na decisão, Moraes determinou que o conjunto de documentos seja encaminhado a Fachin “para as providências que entender necessárias”. Também determinou que a Procuradoria-Geral da República seja comunicada.

De Olho no Cariri

Com Agência Brasil