Paraíba ganha 1ª Sala Lilás para mulheres vítimas de violência do Brasil

A Paraíba foi o primeiro estado do Brasil a ter uma Sala Lilás. Localizado em João Pessoa, o espaço faz parte do programa Antes Que Aconteça, liderado pela senadora Daniella Ribeiro (sem partido), é destinado para mulheres vítimas de violência. Na capital do estado, a sala funcionará Instituto de Polícia Científica (IPC), no bairro do Cristo. A solenidade de entrega contou com a participação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, do governador João Azevêdo (PSB) e do prefeito Cícero Lucena (PP).

“Tendo em conta, infelizmente, a elevação da violência contra mulher, do feminicídio, os três Poderes da República, e também o Estado da Paraíba e demais Estado, resolveram tomar esta iniciativa. Ou seja, uma iniciativa que faz com que a mulher se sinta protegida e seja efetivamente protegida antes que o mal lhe aconteça. É uma sala, como disse a senadora Daniella, uma sala que vai dar um acolhimento amplo e multidisciplinar para a mulher que sofre uma violência, ou seja, agredida de alguma forma, ou se sinta ameaçada”, destacou o ministro Ricardo Lewandowski.

As unidades, de acordo com Lewandowski, terão a presença de delegados de polícia, assistentes sociais e psicólogos. “Teremos, enfim, todos profissionais para dar ajuda, não só a mulher que está naquele momento numa situação de risco, mas também as crianças que eventualmente acompanhem, que serão acolhidas num ambiente confortável, num ambiente que as pessoas não se sintam ameaçadas. É um programa importante”, explicou.

Idealizadora do programa Antes que Aconteça, a senadora Daniella Ribeiro anunciou, durante o evento, a expansão da Sala Lilás a 52 municípios da Paraíba e a chegada do equipamento também em outros estados do Brasil.

“Nossa alegria de poder anunciar 52 salas só na Paraíba, que vocês vão conhecer a primeira vez. Eu quero agradecer a todos os envolvidos e todas as pessoas envolvidas no Ministério da Justiça, a cada um e cada uma. Quando a gente ajuda uma mulher que sofre violência, a gente ajuda uma criança, a gente cuida da criança que vive esse ciclo de violência, que desenvolve questões tanto na saúde emocional quanto na sua segurança e integridade física. Então esse é o nosso cuidado e para que isso acontecesse não poderia ninguém sozinho, a gente só pode fazer isso em conjunto, dando as mãos, Governo Federal, Governo Estadual, Congresso Nacional e tantos outros órgãos que estão presentes”, disse Daniella.

O governador João Azevêdo pontuou que a presença das salas reforça a necessidade de um sistema que possa proteger as mulheres vítimas de violência.

“Nós queremos verdadeiramente que as mulheres, ao menor sinal, ao menor sinal de violência, elas tenham um espaço, e esse espaço vai acontecer com o programa Antes que Aconteça. Então aqui vai um agradecimento evidentemente à senadora Daniella Ribeiro, ao ministro Lewandowski por ter apoiado esse projeto, ter entendido que ele é importante e estamos dando o primeiro passo, o primeiro passo extremamente importante porque serão mais de 50 salas na Paraíba, associadas às 20 salas de recepção e de apoio de acolhimento que nós estamos implantando, as dez delegacias das mulheres que nós estamos implantando na Paraíba, ou seja, nós estamos desenvolvendo sistema de proteção às mulheres”, destacou.

Mais PB

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB