Comarca de Monteiro terá Grupos Reflexivos com homens que respondem a processos por violência doméstica

A Comarca de Monteiro está implantando o Projeto Grupos Reflexivos, que envolve homens que respondem a processos de violência doméstica. O juiz Nilson Dias, da 1ª Vara Mista da Comarca de Monteiro, convocou uma reunião com integrantes do Sistema de Justiça para as tratativas de implementação do projeto.

Os grupos reflexivos iniciarão suas atividades com encontros quinzenais conduzidos por especialistas. ”A participação dos agressores será uma oportunidade de romper com o ciclo de violência e fomentar a construção de um futuro mais saudável para todos, com relações mais igualitárias e respeitosas. Estamos certos de que, com o comprometimento e a colaboração de todos os envolvidos, conseguiremos alcançar resultados significativos, como a redução da reincidência da violência e a mudança de comportamento dos participantes”, ressaltou o magistrado Nilson Dias.

O grupo reflexivo para autores de violência doméstica busca a reeducação e responsabilização dos agressores, promovendo a desconstrução de padrões violentos e a redução da reincidência. Trata-se de uma medida protetiva prevista no artigo 22, inciso VII, da Lei Maria da Penha, e implementada como uma alternativa complementar às punições tradicionais.

O magistrado Nilson Dias enfatizou a importância da participação do Ministério Público, Defensoria Pública, OAB, Polícia Civil e Polícia Militar, como essencial para garantir a efetividade e integração dessa medida, fortalecendo a rede de proteção e ampliando as estratégias de enfrentamento à violência doméstica.

”O sucesso deste projeto depende do engajamento de toda a sociedade e, por isso, é crucial que todos nós nos empenhemos em fortalecer essa rede de proteção, oferecendo às vítimas e agressores as ferramentas necessárias para a construção de um ambiente mais seguro e justo”, concluiu o magistrado.

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB