Plantio de maconha: ex-prefeito é o mentor da quadrilha, diz Polícia

O ex-prefeito da cidade de Vista Serrana, Sérgio Garcia Nóbrega, foi preso na manhã desta sexta-feira (14) por tráfico de drogas, desvios e lavagem de dinheiro. De acordo com a Polícia Civil, o gestor era o principal responsável e estruturador de uma organização criminosa que exporta maconha para todo Brasil.

O delegado Diego Passos revelou, em entrevista, que além de ter participação no caso, Sérgio era o chefe da organização criminosa e utilizava recursos públicos para benefício próprio.

“Ele é o principal responsável, ele inclusive foi o nosso alvo zero um, então ele é o estruturador da organização criminosa, ele está além da figura de participação, ele realmente agiu com consciência de ser o mentor. A utilização de recursos públicos diversos está delimitada na investigação e vai ser apurada também”, revelou.

O prefeito começou o plantio, de acordo com a Polícia, quando ainda estava na gestão municipal. Segundo o delegado, ele era responsável por uma roça de maconha com mais de 60 mil pés na cidade de Malta, na Paraíba.

“Era um roçado muito grande, cerca de 60 mil pés, a gente contabilizou que o lucro da organização seria incalculável, próximo de 13 milhões de reais e seria distribuída para o Brasil todo, como se faz nas cidades ali do polígono da maconha. Então ela não ficaria limitada ao estado da Paraíba, mas com a quantidade em larga escala, seria uma produção a nível nacional”.

Com MaisPB

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB