Após impasse, Governo Lula aumenta valor pago pelo leite de cabra na Paraíba

A Paraíba é o maior produtor de leite de cabra do país. São 22 mil litros produzidos diariamente, em uma cadeia produtiva que possui mais de 2,3 mil produtores. Mas os criadores paraibanos viveram um dilema no início do ano.

É que a primeira tabela, apresentada pelo Governo para compra da produção no programa PAA Leite em janeiro, trouxe uma distorção. O valor pago pelo Governo aos produtores passaria de R$ 2,74 para R$ 3,31.

Mas Estados como Pernambuco e Rio Grande do Norte passariam a receber valores maiores, R$ 3,61 e R$ 3,34 respectivamente.

A diferenciação provocou uma mobilização dos produtores. Ontem o senador Veneziano Vital (MDB) anunciou que o Ministério do Desenvolvimento Social modificou a plataforma de valores, após uma cobrança feita pelo emedebista.

O leite paraibano passará a ser comprado por R$ 3,51, mesmo valor pago aos demais Estados do Nordeste e a Minas Gerais. Um alívio para um setor que garante a sobrevivência de milhares de paraibanos.

Com Jornal da Paraíba

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB