Governo propõe reajuste de 10% a policiais e salário subsidiado a partir de 2026

O secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, apresentou, nesta quinta-feira (20), uma nova proposta para os representantes das Forças de Segurança do Estado que prevê o aumento gradual de 10% para categoria e a implementação do pagamento por meio de subsídio a partir de janeiro de 2026. O anúncio foi feito, ao Portal MaisPB, após a reunião com os secretários do Estado e os policiais, no Centro Integrado de Comando e Controle da Polícia Militar, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa.

“O governo trouxe a proposta que significa a implantação do subsídio para as Forças de Segurança em janeiro de 2026, a partir da implantação da última parcela da bolsa. A implantação do subsídio, de modo que vai ter aí um valor já fechado a partir da implantação da última parcela da bolsa, que foi um compromisso que está sendo honrado pelo governador. Então 10% de aumento, ou seja, 5% agora e mais 5% em setembro. Então, 10% de aumento”, frisou Jean.

Além disso, Nunes garantiu a implantação das leis orgânicas da Polícias Civil e Militar que vai gerar a progressão de carreira dos oficiais. “O encaminhamento de leis orgânicas que estão pendentes, como a da Polícia Militar, que já está em fase de finalização, também encaminhando isso, que vai gerar aí a possibilidade de novas progressões, de novas promoções. Isso gera também um impacto para o governo do Estado, de aproximadamente 10 milhões só dessas promoções”, afirmou.

A versão dos policiais

A presidente da Associação dos Policiais Civis de Carreira, Suana Melo, mencionou o pagamento subsidiado como um avanço. No entanto, criticou a remuneração com o valor abaixo da média Nordeste.

“Pagar através de subsidio significa pagar numa verba única. 2/3 dos estados já pagam através de subsídio. A outra modalidade é com vencimento e gratificações, que é o que a Paraíba faz. Hoje o policial da Paraíba perde 50% do seu salário por gratificações que não são levadas para aposentadoria (…). O fórum quer solução e nós, infelizmente, não encontramos até agora a proposta dentro daquilo que foi apresentado, que é a média Nordeste”, enfatizou Suana

A Associação convocou para esta sexta-feira (21) uma nova Assembleia Geral da categoria em frente à Granja Santana, às 10h. A Secretaria de Segurança e os representantes das Forças de Segurança marcaram uma nova reunião no dia 17 de março para voltar a discutir as propostas.

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB