Policial é ferido na cabeça em protesto de moradores em João Pessoa após mortes de cinco jovens em confronto

Um policial militar ficou ferido na cabeça após ter sido atacado com uma garrafa durante confronto entre moradores e a Polícia Militar no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa. Os residentes do condomínio Vista Alegre estariam revoltados com a PM após as mortes de cinco jovens no sábado (15).

Os moradores atearam fogo em três lixeiras grandes e bloquearam uma rua da região. Eles também teriam atacado a base da Polícia Militar existente na área.

Dois policiais ficaram feridos, um deles com o golpe de garrafa na cabeça e outro na boca, atingido pelos estilhaços da garrafa. O policial ferido na cabeça foi encaminhado ao Hospital de Trauma de João Pessoa.

Feminicídio e confronto com cinco mortos

No sábado, um confronto entre policiais e suspeitos resultou na morte de cinco jovens, sendo dois adolescentes de 17 anos, um jovem de 25 anos e outro de 26 anos. O quinto não teve a idade confirmada. Eles já chegaram mortos ao Hospital de Trauma de João Pessoa, segundo informações do boletim médico da unidade.

Segundo a PM, o grupo estaria a caminho de Conde para matar o homem que foi preso, hoje, suspeito de assassinar a amiga da ex-esposa por entender que ela havia ajudado a mulher a denunciá-lo. Ainda de acordo com a Polícia Militar, o grupo estava armado e trocou tiros com os policiais.

Protesto no Colinas do Sul

Os moradores fizeram, hoje, um protesto contra os policiais após a morte dos cinco jovens. Não há motivo esclarecido sobre a ação, mas o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM), tenente-coronel Ferreira, acredita que o desfecho do confronto do sábado tenha motivado a ação de hoje.

Com ClickPB

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB