Presidente da Famup critica PL do ponto eletrônico para médicos nos municípios

O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho, se posicionou contra o polêmico projeto do vereador Guguinha Moov Jampa (PSD), que propõe a implementação de ponto eletrônico para os médicos da rede municipal de saúde de João Pessoa.

Coelho argumentou que a medida é desnecessária e pode prejudicar a qualidade do atendimento médico, especialmente em situações de urgência. “Eu posso dizer a você com toda certeza que os médicos que trabalham no município não precisam registrar o ponto eletrônico a cada duas horas. As prefeituras já têm dispositivos de controle de ponto para os funcionários da saúde, e os médicos já cumprem sua jornada de trabalho. Na Paraíba que eu saiba nenhuma cidade adotou ainda esse método”, afirmou George.

Segundo o presidente da Famup, os médicos atendem dentro de seus horários nos postos de saúde e não devem ser forçados a interromper o atendimento de pacientes para registrar a presença no ponto. “Se o médico estiver em atendimento, seja em uma consulta ou em um caso de urgência, não vai deixar o paciente para registrar o ponto. Ou, caso contrário, ele teria que escolher entre deixar o paciente e ir assinar o ponto para não perder o seu salário. Isso não faz sentido”, ressaltou.

Na oportunidade, George também enfatizou que a prioridade deve ser garantir melhores condições de trabalho para os médicos e aumentar os recursos para a saúde, permitindo que os profissionais sejam bem remunerados e que haja uma maior presença de médicos tanto na atenção básica quanto nos hospitais. “O que precisamos é de mais recursos para tratar melhor a nossa população, e não de medidas que burocratizem o trabalho dos médicos, como o ponto eletrônico”, completou.

O presidente da Famup finalizou dizendo que é contrário à proposta do ponto eletrônico, pois acredita que ela não traz benefícios para a sociedade e, principalmente, para a área da saúde, onde o foco deveria ser a melhoria do atendimento à população e a valorização dos profissionais.

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB