TCE-PB aperta o cerco para que prefeitos “festeiros” não extrapolem limites legais de gastos

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) lançou um sério alerta aos prefeitos paraibanos que planejam realizar festas com dinheiro público: qualquer excesso poderá resultar em sanções severas. O Ofício Circular nº 03/2025, emitido nesta quinta-feira (06) pelo presidente da Corte, conselheiro Fábio Nogueira, destaca a necessidade de rigor fiscal na realização de eventos, especialmente diante de cenários de emergência ou calamidade pública.

A recomendação chega em um momento crucial, às vésperas do Carnaval, quando muitos gestores investem pesadamente em festividades. O TCE-PB reforça que, conforme determina a Constituição Estadual e a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/00), o uso de recursos públicos deve obedecer a princípios como legalidade, moralidade, economicidade e eficiência. Isso significa que prefeitos precisam garantir que as festas não comprometam despesas essenciais, como pagamento de salários e investimentos em educação, saúde e previdência social.

Festas só se justificam se houver interesse público relevante

O Tribunal enfatiza que eventos bancados com dinheiro público só podem ser realizados em municípios onde haja tradição, incremento de receitas turísticas ou outro interesse público de peso. Em casos de calamidade ou emergência, os prefeitos estão proibidos de gastar com festividades, conforme prevê a Resolução Normativa TC nº 03/2009. Isso coloca em xeque a realização de eventos em cidades com dificuldades financeiras ou que enfrentam crises nas áreas essenciais.

Além disso, o TCE-PB exige que os gestores informem detalhadamente os gastos com eventos dentro dos prazos estabelecidos pelas Resoluções Normativas RN-TC 03/2009, 01/2013 e 07/2015. A falta de transparência pode resultar em investigações e responsabilização dos prefeitos.

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A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri