Opera Paraíba inicia cirurgias de otorrino no Hospital Distrital de Taperoá

O programa Opera Paraíba – implantado pelo Governo do Estado para agilizar o acesso da população aos procedimentos eletivos – está realizando neste fim de semana no Hospital Distrital de Taperoá, unidade integrante da rede estadual de saúde, cerca de 50 cirurgias de otorrino, para correção de problemas de amígdalas e adenoide. É a primeira vez que o programa realiza procedimentos da especialidade no hospital.

O diretor-geral da unidade, Levi Firmino, comemorou a chegada dos procedimentos na cidade. “É um grande avanço para nossa unidade e para a população da região como um todo. Com o Opera Paraíba temos conquistado qualidade de saúde sem precisar percorrer grandes distâncias. Agora celebramos o início de mais uma especialidade,” disse.

Bruna Célia, mãe de Maria Isabella, de 10 anos, residente em Taperoá, estava animada com a cirurgia da filha. “Ela vinha sofrendo muito, ficava internada aqui direto. Da última vez passou sete dias, mas agora vai ficar bem, igual o irmão dela, que fez esse mesma cirurgia há um ano no Hospital de Clínicas, lá em Campina Grande,” comentou.

As cirurgias de otorrino no Hospital Distrital de Taperoá vão passar a ser executadas mensalmente, contemplando a população de 20 cidades para qual a unidade é referência.

Só este ano, o Opera Paraíba já contemplou mais de 31 mil paraibanos com cirurgias eletivas nas três Macrorregiões de Saúde. Para participar do programa, o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) deve procurar a secretaria municipal de saúdedo seu município, ou fazer o cadastro pelo site operaparaiba.pb.gov.br, preencher o formulário, anexando exames e laudo ou encaminhamento médico que confirme a necessidade de uma cirurgia.

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri