Chuva no feriadão de Páscoa eleva para 10 número de açudes sangrando na Paraíba

Com as chuvas registradas nos últimos dias, já são 10 os açudes que estão sangrando na Paraíba. As informações são da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado.

O mais novo  reservatório que atingiu sua capacidade máxima foi o São José II, em Monteiro no Cariri paraibano, fato ocorrido no último Sábado de Aleluia, dia 30.

Outro manancial que também recebeu mais água que poderia armazenar durante o feriadão de Páscoa foi o Camalaú, em cidade do mesmo nome, também no Cariri paraibano.

Além desses, os açudes que com que atingiram os maiores níveis de água são Araçagi (Araçagi), Olho dÁgua (Mari), Piranhas (Piancó), Pitombeiras (Alagoa Grande), Poções (Monteiro), São José I (São José de Piranhas), Tavares II (Tavares), Video (Conceição).

Gramame/Mamuaba que fica no Conde a abastece a Grande João Pessoa está com 75,49 de sua capacidade. Já o Açúde Epitácio Pessoa que responsável pela água para os municípios da região de Campina Grande tem volume de 51,10%.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a previsão é que deve continuar chovendo durante a manhã desta segunda-feira (1) em todo território paraibano.

De Olho no Cariri

Mais PB

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil