Opera Paraíba itinerante realiza três dias de cirurgias ginecológicas em Taperoá

O Hospital Distrital de Taperoá e o Hospital Regional de Pombal, unidades da rede hospitalar do Governo do Estado, recebem, neste fim de semana, o programa Opera Paraíba itinerante para a realização de cirurgias ginecológicas. Em cada hospital, estão sendo ofertadas 84 cirurgias, sendo 28 por dia. Os procedimentos de laqueadura, histerectomia e perineoplastia tiveram início na sexta-feira (1º) e serão encerrados neste domingo (3). 
 
Presente em todas as regiões do estado, o programa foi criado pelo Governo da Paraíba com o objetivo de acelerar e otimizar o acesso da população às cirurgias eletivas. 
 
De acordo com o diretor do Hospital Distrital de Taperoá, Levi Firmino, a unidade realiza, com frequência, cirurgias por meio do programa, beneficiando paraibanos de 18 municípios da região para o qual o hospital é referência. “Estamos, mais uma vez, recebendo a equipe itinerante do Opera Paraíba, e desta vez contemplando as mulheres do Cariri do estado. Uma iniciativa de extrema importância para a saúde dessas pacientes”, destaca.
 
Dávine Faustino, de 33 anos, fez cirurgia de laqueadura, que é um procedimento voluntário de esterilização definitiva da mulher. “Eu já tenho dois filhos, e já estava com outros problemas de saúde, então resolvi dar entrada para fazer a cirurgia. Tenho certeza que vai mudar tudo, vai melhorar bastante”, planeja. 
 
Atendimentos do Opera Paraíba – O cadastro no Opera Paraíba ocorre nas USFs das Secretarias de Saúde de cada município. Essa demanda é encaminhada para a Secretaria Estadual de Saúde, que faz o levantamento e direciona os pacientes, de acordo com a localização, para o hospital regional mais próximo. 
 
Pelo site – O usuário do sistema público de saúde também tem a opção de efetuar o cadastro pela página operaparaiba.pb.gov.br. Basta preencher o formulário, anexando seus exames e o laudo médico que apresente a necessidade de uma cirurgia. Então, o paciente é classificado pela central de regulação e encaminhado para o Hospital Regional executante mais próximo.

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri