Opera Paraíba itinerante realiza cirurgias de média e alta complexidade em várias regiões do Estado

A partir desta sexta-feira (23) até domingo (25), o Programa Opera Paraíba – iniciativa do Governo do Estado que visa facilitar o acesso da população às cirurgias eletivas e reduzir a fila de espera – vai realizar ações itinerantes nas cidades de Campina Grande, Picuí, Monteiro e Sousa. Na semana passada, entre os dias 16 e 18, a ação registrou 649 procedimentos divididos entre os municípios de Campina Grande, Solânea, Guarabira, Sousa, Queimadas e Monteiro.

Seguindo o calendário do Opera Paraíba Itinerante, nesta sexta (23), o Hospital Regional de Picuí dá início às cirurgias por videolaparoscopia, equipamento que permite procedimentos menos invasivos e menor tempo de recuperação para o paciente, um marco para a saúde da população do município. Serão realizadas cinco cirurgias de artroscopia do joelho (procedimento cirúrgico que permite a visualização da articulação do joelho por meio de técnicas minimamente invasivas).

De acordo com o secretário de Saúde da Paraíba, Jhony Bezerra, esta ação do Governo do Estado da Paraíba, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, vem fortalecendo as ações para a regionalização da saúde dos paraibanos. “O Opera Paraíba tem levado cirurgias de média e alta complexidade para municípios do interior. Pessoas que aguardavam há anos na fila de espera, agora podem realizar suas cirurgias sem precisar percorrer grandes distâncias para realizar cirurgias”, destacou.

Em Monteiro, de sexta a domingo (23 a 25), no Hospital Regional Santa Filomena, estão previstas 330 cirurgias de catarata e 100 cirurgias de pterígio. No mesmo período, no Hospital Regional de Sousa, estão previstas 90 cirurgias gerais e ginecológicas.

No sábado (24) e domingo (25), o Hospital de Clínicas de Campina Grande recebe a equipe itinerante do Opera Paraíba para realização de 130 cirurgias pediátricas de otorrinolaringologia.

Na semana passada, em Guarabira, o Hospital Regional deu início ao 1º Opera Paraíba Pediátrico local, na sexta-feira (16), quando foram realizadas 20 cirurgias, e no domingo (18) mais 30 cirurgias pediátricas, incluindo procedimentos de postectomia (fimose) e hernioplastia (tratamento da hérnia).

De sexta a domingo (16 a 18), foram contempladas as cidades de Solânea, Sousa e Monteiro. No Hospital Regional de Solânea, foram beneficiados 450 pacientes, com 300 cirurgias de catarata e 150 de pterígio.  No Hospital Regional de Sousa, foram realizadas 44 cirurgias de otorrinolaringologia. Em Monteiro, o Opera Paraíba esteve no Hospital Regional Santa Filomena, onde realizou 75 cirurgias, entre hérnia, vesícula e histerectomia, atendendo pacientes da Região da Borborema.

No Hospital Regional de Queimadas, no sábado (17), foram realizadas 10 cirurgias de perineoplastia. Já no Hospital de Clínicas de Campina Grande, no sábado e domingo (17 e 18) foram realizadas 20 cirurgias de varizes.

Todos os pacientes atendidos pelo Programa Opera Paraíba são encaminhados via município, pelo sistema de regulação do Estado, ou pelo site operaparaiba.pb.gov.br, bastando preencher o formulário, anexar os exames e o laudo médico que confirmam a necessidade de uma cirurgia.

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri