Opera Paraíba itinerante promove dois dias de cirurgias gerais e ginecológicas em Taperoá

O Opera Paraíba, uma iniciativa do Governo da Paraíba que visa reduzir o tempo de espera da população por cirurgias eletivas, deu início nessa sexta-feira (26) a mais uma ação itinerante do programa, com a oferta de mais 50 cirurgias eletivas. Os procedimentos, nas especialidades gerais e ginecológicas, estão sendo realizados no Hospital Distrital de Taperoá, unidade da rede hospitalar estadual, e seguem até este sábado (27).

As intervenções abrangem desde a retirada de hérnias e vesículas até histerectomias totais. O diretor-geral do hospital, Levi Firmino, explica que, por meio da interiorização da saúde, proposta pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o programa vem tratando pacientes de toda a região. Cada ação itinerante beneficia a população de 20 municípios da região do Cariri paraibano.

“Com a regionalização do Opera Paraíba, o acesso ao tratamento de saúde por meio de cirurgias se tornou muito mais rápido e eficiente. Neste fim de semana, podemos dizer que 50 famílias estão sendo beneficiadas,” comemora.

A agricultora Maria Nazaré, de 64 anos, da cidade de Teixeira, uma das pacientes contempladas com a cirurgia de vesícula, fala do alívio em saber que terá mais qualidade de vida. “Eu não podia comer nada que ficava enjoada, sentia muito mal-estar, e nem conseguia fazer meus serviços em casa direito. Tenho fé que quando eu me recuperar da cirurgia, vou ter saúde pra viver melhor,” conta.

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri