Justiça proíbe Governo Federal de reduzir repasses do FPM à Prefeitura da Paraíba

O juiz Bruno Teixeira de Paiva, da 2ª Vara Federal da Paraíba, proibiu, na última terça-feira (16), que o Governo Federal reduzas os repasses relativos ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 2024 destinados à Prefeitura de Juripiranga.

Na decisão, o magistrado determina que a “União que se abstenha de aplicar a Decisão Normativa do TCU nº 207/2023, no cálculo da quota de FPM do Município de Juripiranga/PB, aplicando no exercício de 2024, os  mesmos coeficientes de FPM vigentes no exercício de 2018 para o município”.

O processo atende à ação movida pelos advogados Johnson Abrantes e Bruno Lopes. A Prefeitura alegou o desencontro de informações sobre a população diante do que havia sido divulgado no Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, plataforma que embasa a decisão do governo de repassar recursos aos municípios.

Em 2010, Juripiranga tinha 10.237 cidadãos. Já em 2022, segundo o IBGE, o número caiu para 10.012. No ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) havia determinado a redução do coeficiente do FPM de 0,8% para 0,6%. A gestão argumenta que essa deliberação “trará prejuízos incalculáveis para a municipalidade pelos próximos 10 anos”.

Nos dados enviados à Justiça, a administração municipal apresentou informações do Sistema Único de Saúde (SUS), que apontam a presença de 11.831 cidadãos em Juripiranga, número maior do que apresentado pelo IBGE.

“Há clara divergência entre os dados coletados pelo IBGE e os registrados no cadastro do SUS para o município de Juripiranga”, diz o juiz, ao justificar a necessidade de que o município não poderá ter os repasses reduzidos.

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A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri