Moraes determina prisão de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta terça-feira (10), a prisão de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do Governo Bolsonaro. Logo após deixar o cargo em 31 de dezembro de 2022, ele assumiu o comando da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, no dia 2 de janeiro, viajando de férias para os EUA dias depois.

Atualmente, ele ainda está nos EUA e tem previsão de retorno apenas no final do mês de janeiro. Com isso, a ação de prisão por parte da Polícia Federal (PF) deve ocorrer logo após o retorno dele ao Brasil. No domingo, logo após a invasão de bolsonaristas radicais aos prédios dos Três Poderes do Governo Federal, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), o exonerou do cargo.

A decisão acatada por Moraes, relator das investigações, foi proposta pelo advogado-geral da União, Jorge Messias. Ele pediu a prisão em flagrante de Torres e outros agentes públicos que participaram ou se omitiram para facilitar a invasão de bolsonaristas. A Advocacia-Geral da União (AGU) também solicitou a investigação e responsabilização civil e criminal dos responsáveis.

Também nesta terça-feira (10), o ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, Fabio Augusto Vieira teve seu pedido de prisão ordenado por Alexandre de Moraes. Ele estava encarregado da Polícia Militar durante o atentado terrorista do último domingo (8).

Com Bem Paraná /Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Um adolescente de 17 anos suspeito de nove assassinatos na região do Vale do Mamanguape, na Paraíba, foi apreendido nesta sexta-feira (18), na cidade de Cabedelo, no Litoral do estado. A Polícia Civil apontou que ele é considerado “braço direito” de Jorlan Lopes da Silva, homem preso com vestido e peruca, e que disse ter matado 80 pessoas.

De acordo com a Polícia Civil, o adolescente é suspeito de ter matado um outro jovem, na cidade de Mamanguape, no último dia 12, durante a concentração de um evento político. O crime aconteceu na Praça da Juventude.

Naquela data, havia uma aglomeração de pessoas para um evento em que o deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), participaria junto do prefeito da cidade, Joaquim Fernandes (PSB).

A Policia Civil informou que o crime tenha relação com disputa de facções criminosas na região e não foi relacionado com questões políticas. A prisão desta sexta-feira (18) foi feita durante uma operação em conjunto também com a Polícia Militar.

Homem diz ter matado 80 pessoas


					Adolescente apontado como 'braço direito' de homem que diz ter matado 80 pessoas é apreendido
Homem suspeito de homicídios é preso vestido de mulher e segurando criança, no Litoral Norte – Foto.

A fuga de Jorlan terminou em Mulungu, no domingo (13). O suspeito havia passado anteriormente por policiais usando vestido, peruca, sandália feminina, óculos escuros e unhas pintadas.

Conforme o relato apresentado pelo delegado, Jorlan teria retornado à residência onde estava, pegado um revólver e deixado a criança. Na saída, porém, o vestido teria ficado deslocado e uma tatuagem permitiu que os policiais identificassem o suspeito.

Durante o depoimento após a prisão em Mulungu, Jorlan afirmou ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida.

A Polícia Civil está confrontando as informações fornecidas por ele com investigações, provas técnicas e registros de homicídios.

É um número muito expressivo. Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”, afirmou o delegado Douglas Garcia.

A Polícia Civil ainda não informou como a criança foi parar com o suspeito nem se recebeu atendimento médico após ser localizada até a publicação desta matéria. A criança não era parente dele.

Ele foi preso após cerca de 48 horas de operação. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba. Durante a mesma operação, outros dois homens, também suspeitos de envolvimento em diversos crimes na região, foram presos em uma abordagem realizada pelas forças de segurança no município de Mulungu, na Paraíba.

Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, que também participou da operação, os três suspeitos teriam ligação com a mesma facção criminosa, que possui atuação na região.

Jorlan foi encaminhado para o Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, após passar por audiência de custódia, conforme informou o delegado Douglas Garcia.

Com Jornal da Paraíba