Paraibanos são detidos em Brasília e fazem campanha para pagar advogados
De Olho no Cariri
Um grupo de paraibanos está entre bolsonaristas detidos ontem em Brasília, após o fechamento do acampamento instalado em frente do QG do Exército.
Ao Blog, uma das detidas disse: “Tem amigo nosso que já passou pela triagem e foi levado para o presídio”.
Em diálogo de WhatsApp, um bolsonarista pede ajuda para pagar um advogado. Ele relata que cada jurista está cobrando R$ 1,5 mil e diz que são cerca de 50 pessoenses presos.
”Boa noite grupo, venho aqui pedir ajuda para pagar um advogado pra mim. Estou preso em Brasília, Alexandre de Moraes mandou prender todo mundo. Todos que estavam no QG foram presos”, publicou.
Outras pessoas sugerem buscar o deputado federal eleito Cabo Gilberto Silva (PL) para conseguir os recursos para o pagamento dos advogados.
“Alguém mantém o contato com o Cabo Gilberto, pra ver se ele conhece alguém que possa ajudar? Alô? Alguém que possa ajudar”, sugere outra participante.
“O advogado está cobrando R$ 1,5 mil, as pessoas de João Pessoa estão precisando de ajuda. Tem umas 50 pessoas presas”, clama.
Um adolescente de 17 anos suspeito de nove assassinatos na região do Vale do Mamanguape, na Paraíba, foi apreendido nesta sexta-feira (18), na cidade de Cabedelo, no Litoral do estado. A Polícia Civil apontou que ele é considerado “braço direito” de Jorlan Lopes da Silva, homem preso com vestido e peruca, e que disse ter matado 80 pessoas.
De acordo com a Polícia Civil, o adolescente é suspeito de ter matado um outro jovem, na cidade de Mamanguape, no último dia 12, durante a concentração de um evento político. O crime aconteceu na Praça da Juventude.
Naquela data, havia uma aglomeração de pessoas para um evento em que o deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), participaria junto do prefeito da cidade, Joaquim Fernandes (PSB).
A Policia Civil informou que o crime tenha relação com disputa de facções criminosas na região e não foi relacionado com questões políticas. A prisão desta sexta-feira (18) foi feita durante uma operação em conjunto também com a Polícia Militar.
Homem diz ter matado 80 pessoas
Homem suspeito de homicídios é preso vestido de mulher e segurando criança, no Litoral Norte – Foto.
A fuga de Jorlan terminou em Mulungu, no domingo (13). O suspeito havia passado anteriormente por policiais usando vestido, peruca, sandália feminina, óculos escuros e unhas pintadas.
Conforme o relato apresentado pelo delegado, Jorlan teria retornado à residência onde estava, pegado um revólver e deixado a criança. Na saída, porém, o vestido teria ficado deslocado e uma tatuagem permitiu que os policiais identificassem o suspeito.
Durante o depoimento após a prisão em Mulungu, Jorlan afirmou ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida.
A Polícia Civil está confrontando as informações fornecidas por ele com investigações, provas técnicas e registros de homicídios.
“É um número muito expressivo. Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”, afirmou o delegado Douglas Garcia.
A Polícia Civil ainda não informou como a criança foi parar com o suspeito nem se recebeu atendimento médico após ser localizada até a publicação desta matéria. A criança não era parente dele.
Ele foi preso após cerca de 48 horas de operação. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba. Durante a mesma operação, outros dois homens, também suspeitos de envolvimento em diversos crimes na região, foram presos em uma abordagem realizada pelas forças de segurança no município de Mulungu, na Paraíba.
Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, que também participou da operação, os três suspeitos teriam ligação com a mesma facção criminosa, que possui atuação na região.
Jorlan foi encaminhado para o Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, após passar por audiência de custódia, conforme informou o delegado Douglas Garcia.