Doria desiste de pré-candidatura à Presidência: “Não sou a escolha da cúpula do PSDB”

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou a desistência de sua pré-candidatura à Presidência da República, nesta segunda-feira (23). Em coletiva de imprensa, o governador afirmou que não era a preferência de seus correligionários no PSDB.

“Hoje dia 23 de maio, serenamente, entendo que não sou a escolha da cúpula do PSDB”, afirmou, emocionado, ao lado da esposa, Bia Doria. “Aceito esta realidade com a cabeça erguida. Sou um homem que respeita o bom senso, o diálogo e o equilíbrio. Sempre busquei e seguirei buscando o consenso, mesmo que ele seja contrário à minha vontade pessoal. O PSDB saberá tomar a melhor decisão no seu posicionamento para as eleições deste ano”, continuou.

“Me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve. Com a sensação inequívoca do dever cumprido e missão bem realizada. Com boa gestão e sem corrupção. Saio com o sentimento de gratidão e a certeza de que tudo o que fiz foi em benefício de um ideal coletivo, em favor dos paulistanos, dos paulistas e dos brasileiros. Saio como entrei na política: repleto de ideais, com a alma cheia de esperança e o coração pulsante, confiante na força do povo brasileiro que têm fé na vida e em Deus”, disse Doria.

Por fim, o governador de São Paulo afirmou que segue “como observador sereno” do país. “Sempre à disposição de lutar a guerra para a qual eu for chamado. Na vida pública ou na vida privada”.

As tensões entre o governador paulista e os dirigentes da Executiva Nacional aumentaram nos últimos dias, quando a aproximação com o MDB ficou mais forte. O partido tem lançado o nome de Simone Tebet para a Presidência.

De Olho no Cariri

Mais PB

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB