Eleições 2022: Raimundo Lira anuncia pré-candidatura ao Senado Federal

O ex-senador Raimundo Lira (PSD), anunciou a pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2022. Em entrevista nesta quarta-feira (5), Lira revelou que vai disputar novamente o cargo que ocupou de 2014 a 2019.

“Eu me sinto preparado. Eu tive uma experiência muito positiva no Senado Federal. Me sinto preparado para voltar novamente. Acredito que a minha escolha foi acertada e quero mostrar a Paraíba mais uma vez como se exerce a função de senador.”, afirmou o ex-senador.

Lira não tentou a reeleição em 2018, por conta de questões familiares. Na ocasião, sua ex-exposa, Gitana Lira, que faleceu em 2020, passava por problemas de saúde.

O pré-candidato ao Senado tem 78 anos, é formado em economia, e já liderou o Senado Federal em 2018, pelo PMDB. Também atuou na comissão especial que analisou o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2015.

Atualmente filiada ao PSD, o ex-senador é uma das apostas do partido para fortalecer sua base no Congresso. Questionado sobre a aproximação entre a legenda e o governador João Azevêdo (Cidadania) e a possibilidade da formação de uma uma aliança, o pré-candidato ao Senado se esquivou.

“A gente deu total liberdade para Romero tomar a posição que ele achasse que era conveniente para si. Em qualquer circunstancia ele terá liberdade para tomar a decisão que for melhor para ele. Acredito que Romero como deputado federal vai ser o mais votado do estado. Ainda não tem nada definido em relação a isso (aliança com João). Não defendo nada, nem sou contra nada.”, completou.

Mais PB / Foto: Pedro França/Agência Senado

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB