Veneziano estranha silêncio e diz não ter oportunidade de conversar com João Azevêdo

O senador e presidente estadual do MDB, Veneziano Vital do Rêgo, voltou a falar sobre o distanciamento político entre ele e o governador João Azevêdo e afirmou não ter tido a oportunidade de discutir política há sete meses com o gestor.

“O que eu tenho dito é que há sete meses nos não tivemos oportunidade de falar com o governador. Ele não nos buscou. Passei a assumir uma responsabilidade diretiva no MDB e não tive oportunidade de falar a esse respeito. Os motivos eu não sei, mas não tenho tido essa oportunidade para falar”, disse o senador em entrevista ao Diário do Sertão.

Veneziano reafirmou que a iniciativa de buscar o diálogo deve partir do governador, que buscará ser reeleito no pleito do próximo ano.

“Quem deve conduzir o processo é quem é candidato, entendo dessa forma. De maneira educada apenas registro o fato”, frisou.

Questionado sobre sua disponibilidade para uma conversa com João, Veneziano acrescentou que as portas sempre estiveram abertas. “Nestes três anos, bem sabe o governador, como tenho cumprido minhas obrigações como senador e nunca deixei de recepcioná-lo”, lembrou.

Ele acrescentou que considera estranho não ter conhecimento sobre as composições políticas feitas pelo governador. “Me parece estranho um senador da República, parceiro, companheiro, aliado, dizer que não sabe como estão as composições politicas porque não conversa com o governador há sete meses”, disse.

De Olho no Cariri 

Mais PB

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB