João Azevêdo rebate queixa de Veneziano: “É Bom perguntar se ele pediu audiência comigo”

O governador João Azevêdo (Cidadania) minimizou nesta quinta-feira (02) as queixas do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que em entrevista na semana passada afirmou que há mais de sete meses não tem encontro com o chefe do executivo estadual.

“Eu recebo todas as pessoas que pedem audiência comigo. É importante perguntar se nos sete meses ele [Veneziano] pediu audiência comigo”, disse Azevêdo.

João destacou que está com agenda aberta.

“Eu estou à disposição, atento a todos. Principalmente aos aliados que construíram a aliança comigo em 2018. Se não houve encontro, é porque talvez não tivesse pauta para discutir. O telefone é o mesmo, o número institucional é o mesmo. Se não houve reunião, é porque não houve solicitação”, destacou.

Desencontros 

Nos últimos meses, Veneziano Vital do Rêgo (MDB) tem evitado aparecer ao lado do governador João Azevêdo (Cidadania). O distanciamento teve início com a aproximação de João com o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), rival de Vital.

Na solenidade de aniversário de Campina, no mês de outubro, Veneziano não acompanhou o anúncio de obras e investimentos do Estado no município. O emedebista estava em agenda no Maranhão.

Na mesma data, a esposa do parlamentar, a secretária Ana Cláudia Vital do Rêgo (Podemos) abandonou o evento com sinais de irritação, ao não ser chamada para compor a mesa.

Apesar de estar em Brasília na data da reunião da bancada paraibana para definir recursos do Orçamento Geral da União para 2022, Veneziano não esteve na audiência que contou com a presença de João.

Mais PB

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB