João Azevêdo diz que não vai aceitar aliados de Bolsonaro em sua chapa: “É uma incoerência”

O governador do Estado da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania)  garantiu na tarde desta terça-feira (23) que até o mês de janeiro o nome para disputar a vaga de senador estará definido. “Vários fatores vão definir esse nome  e o mais importante é que não vamos aceitar em nossa chapa pessoas  que apoiem a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Isso é uma incoerência muito grande”, disse o governador durante entrevista ao Programa Rede Verdade do Sistema Arapuan de Comunicação.

Ainda sobre a escolha do nome do senador, João Azevêdo destacou que a questão geográfica será avaliada, mas o projeto político para a Paraíba também será discutido. “Todos sabem que só existem uma vaga para senador e isso será definido com muita discussão, transparência e de forma democrática e no momento certo todos tomarão o seu destino, o seu caminho”, destacou o governador.

De acordo com o governador, tudo o que se tem discutido agora no campo político é pura especulação, “mas vai chegar o momento da objetividade”, afirmou.

Ainda sobre o pleito de 2022, João Azevêdo destacou que Ligia Feliciano tem todo o direito de ser candidata a governador do Estado, mas  essa decisão vai depender do cenário político. Sobre Veneziano,  João Azevêdo destacou que ele é bom nome para vice.

Sobre a participação de Marcelo Queiroga na política o governador disse que o ele precisa preservar a sua historia de médico e não ceder à pressão de ninguém.

Com Paulo Cosme/Paraíba.com

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB