Adriano Galdino diz que candidatura de João Azevêdo não perde para ninguém: “Oposição é tão pequena que tanto faz”

Ao avaliar as correntes que se apresentam para a disputa ao pleito nas eleições de 2022, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (PSB), disse, nesta quarta-feira (17), em entrevista ao programa Arapuan Verdade, que a oposição não apresenta risco para a reeleição do atual governador, João Azevêdo (Cidadania).

Segundo ele, mesmo em um cenário de união entre as oposições, ainda sim, a reeleição de João seria certa. “Pode se unir todas as oposições que esse governo não perde pra ninguém. A oposição é tão pequena e é tão sem horizonte, que tanto faz estar unida ou desunida que é a mesma coisa”, disse.

Para Galdino, só haveria uma única chance de colocar em risco a reeleição. “O governador João Azevêdo só perde pra ele mesmo, não perde pra ninguém. Se o governo errar nas suas articulações e na sua maneira de fazer política, pode perder pra ele mesmo. Mas não perde pra ninguém, nem para os Cunha Lima, nem para Bolsonaro, nem para a esquerda. Esse governo só perde se cometer erros políticos administrativos. Se não, será uma das maiores vitórias aqui da Paraíba”, avaliou.

A declaração do parlamentar durante a entrevista, levantou ainda o fato de seu nome ser cotado para vice na chapa do governador. Ele reafirmou que é o melhor nome no cenário e que vai lutar para ser o escolhido, no entanto deixou claro seu espirito diplomático ao reiterar que se for convencido de que há um nome mais forte, permanecerá com o projeto de reeleição na Assembleia Legislativa.

“Acredito que o meu nome é o melhor, mas se for convencido que existe um outro que agregue mais do que o meu, serei o primeiro a retirar a postulação e vou para a reeleição como deputado estadual”, disse.

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB