Hugo Motta considera natural a aproximação entre Romero e João e diz que é consequência da desorganização da oposição

O presidente estadual do Republicanos, deputado federal Hugo Motta declarou que considera natural a aproximação entre o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD) e o governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania) para a formação de uma aliança com vistas às eleições de 2022.

“Romero está vendo esse tabuleiro muito desarrumado. Mesmo tendo sido lançado como pré-candidato a governador, e tem capacidade pra isso, foi bom prefeito, mas ele tá vendo uma oposição desajustada. Ele não consegue colocar uma campanha pra governador na rua sozinho, é muito difícil uma eleição de governador. Você sem capilaridade, sem lideranças espalhadas pelo estado, você dificilmente consegue colocar uma campanha dessas na rua. E Romero deve esta analisando, depois desses possíveis estremecimentos com Veneziano, porque eu acho que é um pouco incompatível os dois no mesmo lugar, então é natural que essas conversas aconteçam”, disse em entrevista a TV Arapuan, que foi repercutida na Rádio Arapuan FM, na tarde desta terça-feira (26).

De acordo com o parlamentar, o diálogo entre as lideranças políticas é consequência de uma desorganização dos grupos de oposição ao governo na Paraíba.

“Eu acho que Romero está vendo o processo um pouco passar e a oposição, ela vem desarrumada desde a eleição de 2018, quando o então governador Ricardo Coutinho conseguiu fazer o seu sucessor, que foi o governador João Azevêdo, ele desorganizou a oposição de um jeito que até hoje a oposição não se encontrou. Acho que a Paraíba concorda com isso”, declarou o deputado.

Ele disse ainda que considera “legítimo e natural que o governador queira fortalecer o seu projeto” de se reeleger nas próximas eleições, e declarou o seu apoio a João Azevêdo.

Wscom

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB