João Azevêdo descarta rompimento com Veneziano devido a “atitude isolada” de Ana Cláudia durante evento

O governador João Azevêdo (Cidadania) acredita que  o atrito com o senador Veneziano Vital (MDB) e sua esposa Ana Cláudia Vital (Podemos) já está resolvido. Em entrevista concedida á rádio BandNews Manaíra na manhã desta quarta-feira (20), João Azevêdo declarou que a relação permanece a mesma e descartou qualquer sinal de rompimento.

“Minha relação com o senador Veneziano é a mesma que tinha há muito tempo. Não seria um ato como esse que iria gerar um rompimento. Outros podem gerar, mas não esse”, declarou o governador da Paraíba. Ele ainda afirmou que a atitude de Ana Cláudia durante o evento foi isolada. “Classifiquei como uma imaturidade política”, afirmou João Azevêdo.

Questionado ainda sobre conversas com Romero Rodrigues, para possível formação de chapa em 2022, João Azevêdo declarou que ainda não manteve contato direto com o ex-prefeito de Campina Grande, mas que mantém as portas abertas para o diálogo. “Vamos para uma reeleição. É natural que a gente busque ampliar a base de apoio, só que especificamente não sentei para discutir absolutamente nada com ele ainda. Digo ainda porque para mim política é feita com diálogo”, comentou.

Em 8 de outubro, durante solenidade do Governo do Estado em Campina Grande, a secretária Ana Cláudia Vital abandonou o evento após não ter sido convidada para compor a mesa com o governador. Na mesa, além do governador, estavam o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, o deputado Inácio Falcão, e secretários do Governo para a solenidade de anúncio de projetos.

Após a saída repentina da secretária, foram feitas especulações de um possível rompimento de Veneziano. No entanto, até o momento, não há nenhum indicativo de que o senador e seu grupo político tenham intenção de sair da base do governador João Azevêdo.

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB