Bruno Cunha Lima diz que não recebe Lula em Campina Grande durante campanha: “Bolsonaro é que é o presidente do país”

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSDB), afirmou na manhã desta quarta-feira (13) que não receberia o ex-presidente da República Lula na cidade durante a campanha para as eleições de 2022. De acordo com o prefeito, apenas o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seria recepcionado por exercer o cargo.

“Eu não teria por que receber o ex-presidente Lula. Bolsonaro é que é o presidente do país e eu recebo o presidente da República. Eu fui eleito para governar Campina nos mais diferentes aspectos. Sou oposição política ao governador João Azevêdo e isso não me impede de termos um diálogo respeitoso e institucional. Portanto, eu converso com o governo de Jair Bolsonaro”, disse.

A declaração do prefeito foi dada durante a realização de um pacote de 40 serviços públicos no bairro de Santa Rosa. Segundo Bruno, a prefeitura vai dialogar de forma institucional com qualquer candidato que venha a ser eleito presidente nas próximas eleições. “Campina não é uma ilha, que consegue viver sozinha, sobretudo do Governo Federal. Então, não tem razão de falar em receber o ex-presidente Lula. Recebo o presidente Bolsonaro, institucionalmente”, concluiu.

Click PB/ Foto: Walla Santos

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB