PT decide manter apoio a João e quer ampliar união de “forças progressistas”

A Comissão Executiva Estadual do PT decidiu manter apoio ao governador João Azevêdo. A decisão ocorreu em reunião realizada na última sexta-feira (8).

“Reafirmar, na atual conjuntura, a participação e apoio ao Governo de João Azevedo, dada a tarefa política de implementar uma agenda necessária de inclusão social, democracia e participação popular com partidos de esquerda e do centro”, definiu o partido em Resolução.

Na mesma Resolução o PT decidiu que irá ampliar os apoios de fortalecimento e união das forças progressistas em prol da pré-candidatura de Lula à Presidência da República em 2022.

“A eleição de 2022 nos impõe como maior desafio histórico derrotar um governo que estabeleceu como estratégia o constante confronto com as instituições democráticas do país, carregada dos piores pré-conceitos da ultradireita liberal e das elites conservadoras: machismo, homofobia, xenofobia, racismo, fundamentalista, totalitarismo, agenda reformista com desmonte do serviço público, negacionismo científico, privatizações e apologia ao autoritarismo militar”, diz trecho da Resolução

Leia na íntegra: 

A Comissão Executiva Estadual do PT – PB, reunida em 08 de outubro de 2021, avaliando os caminhos desafiadores na futura eleição de 2022, aprova a seguinte resolução:

CONSIDERANDO:

Que a eleição de 2022 nos impõe como maior desafio histórico derrotar um governo que estabeleceu como estratégia o constante confronto com as instituições democráticas do país, carregada dos piores pré-conceitos da ultradireita liberal e das elites conservadoras: machismo, homofobia, xenofobia, racismo, fundamentalista, totalitarismo, agenda reformista com desmonte do serviço público, negacionismo científico, privatizações e apologia ao autoritarismo militar.

Que diante desse cenário, o ex-presidente Lula tem feito um chamamento aos movimentos sociais, intelectuais, políticos e democratas em prol da demanda por uma unidade de aliança de oposição para imediata recuperação do ambiente democrático brasileiro.

Que na Paraíba essa radicalização reacionária também se fez presente nas eleições de 2018 e 2020, com apelo no debate público aos recursos de viés autoritário e de negacionismo científico, impondo assim, uma evidente polarização política entre o bolsonarismo contra o PT, as forças da esquerda e o centro.

Que, portanto, faz-se necessário avaliar essa eleição dentro de um processo histórico complexo que exigirá de nós os maiores esforços por uma aliança forte e democrática, capaz de derrotar o bolsonarismo.

RESOLVE:

Reafirmar, na atual conjuntura, a participação e apoio ao Governo de João Azevedo, dada a tarefa política de implementar uma agenda necessária de inclusão social, democracia e participação popular com partidos de esquerda e do centro;

Fortalecer a relação de diálogo do PT com o governo estadual na gestão do trabalho desenvolvido através da Secretaria de Agricultura Familiar;

Assegurar que as instâncias partidárias e o Grupo de Trabalho Eleitoral/GTE analise e coordene todo o processo de construção da tática eleitoral em 2022, em sintonia com a Direção Nacional do Partido;

Ampliar os apoios de fortalecimento e união das forças progressistas em prol da pré-candidatura de Lula em 2022 e da agenda de reconstrução social e democrática do país.

João Pessoa, 08 de outubro de 2021.

EXECUTIVA ESTADUAL DO PT PB

Mais PB

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A partir deste sábado (19) os candidatos das eleições gerais não podem ser presos até o fim do período eleitoral. No entanto, a coordenadora da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, esclareceu, nesta sexta-feira (18), que os políticos podem ser detidos em flagrante.

“A verdade é que, 15 dias antes das eleições e até 48 horas após, nenhum candidato ou candidata poderá ser preso. Mas, se ele for flagrado no cometimento de crime, ele vai ser preso sim. Essa aí são aqueles mandados de prisão que tem contra as pessoas. Se for contra um candidato, não poderá ser cumprido dentre esses 15 dias”, destacou a coordenadora.

A regra responsável por vedar mandados de prisão, conforme explicou Vanessa do Egito, visa evitar a cassação dos direitos dos candidatos, a exemplo da participação na propaganda eleitoral.

“É para que isso não seja usado de forma eleitoreira. Para que esses mandados [de prisão] não sejam cumpridos exatamente nesses 15 dias para tirar o candidato de sua campanha. Então, para permitir que o candidato possa fazer a sua propaganda eleitoral até os últimos dias de propaganda, a sua campanha, de forma plena”, complementou.

Com MaisPB