Volume do Açude de Boqueirão quase dobra em apenas três meses

O Açude de Boqueirão, que há mais de nove anos não chega ao seu volume máximo, tem registrado um grande aporte hídrico este ano, graças as intensas chuvas que vem caindo em várias regiões do nosso estado.

De acordo com dados do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), no dia 01 de janeiro o volume armazenado no açude era de apenas 70.069.903 m³, o que representava 15% da capacidade total.

Nesta sexta-feira (13) as réguas mediram um volume de 137.784.175 m³, o que significa 29,53% do total. Em três meses houve um aumento de mais de 4,5 metros na lâmina d’água, correspondendo a um aporte hídrico de 61.838.100 m³.

Somente entre quarta-feira (11.03) e esta quinta-feira (12.03) houve um aumento de 23 cm na lâmina d’água, correspondendo a um aporte hídrico de 3.959.355 m³.  Essa recarga vem das chuvas que caíram nos últimos dias em várias cidades do Cariri e como também, as cheias nos rios Taperoá, Paraíba e juntando com as águas da transposição que chegou ao manancial junto com o volume das chuvas.

De Olho no Cariri

Informações Blog Max Silva 

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A edição de outubro do boletim Painel El Niño 2026-2027, divulgado nesta sexta-feira (30), revelou que o fenômeno deve aumentar os desafios relacionados à segurança hídrica e a agricultura no Nordeste nos próximos meses.

O documento foi elaborado pelo INMET, INPE, ANA e CEMADEN. O estudo aponta para a possibilidade de chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal em parte da região entre novembro deste ano e janeiro de 2027.

De acordo com o levantamento, o Nordeste concentra atualmente a situação de seca mais grave do Brasil. Entre agosto e setembro, a área regional classificada com seca grave passou de 16% para 28%, com impactos que vão desde a escassez de água até prejuízos à agricultura familiar.

Paraíba

A Paraíba possui municípios classificados nos níveis de Atenção e Observação do Alerta de Seca na Agricultura Familiar, indicando a necessidade de acompanhamento das condições climáticas e dos possíveis impactos sobre as comunidades rurais.

Segundo o CEMADEN, o impacto na agricultura paraibana deve afetar o plantio de feijão e milho.

A previsão climática também preocupa o setor produtivo. No semiárido nordestino, a expectativa de chuvas abaixo da média pode reduzir a disponibilidade de água para os rebanhos, diminuir a oferta de pastagem e aumentar a necessidade de irrigação.

O fenômeno El Niño foi identificado em junho deste ano e deve alcançar intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. A previsão é de que seus efeitos continuem influenciando o clima brasileiro pelo menos até o primeiro trimestre de 2027.

Com Portal Correio