Com chuvas no Cariri, açude de Boqueirão ultrapassa 25% de sua capacidade total

Depois de um longo período de estiagem, parece que a região do Cariri Paraibano começa a ter de volta o que os seus moradores mais desejavam, chuva em abundância.

Com o aumento delas, principalmente nas cabeceiras dos rios Taperoá e Paraíba, o açude Epitácio Pessoa, localizado em Boqueirão, acabou sendo o mais beneficiado.

De acordo com dados do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), somente entre os dias 04 a 05 de março foi registrado um aumento de 34 cm na lâmina d’água, correspondendo a um aporte hídrico de 5.464.188 m³.

No período de 01 a 05 de março, o acréscimo foi de 1,48 metros na lâmina d’água, correspondendo a um aporte hídrico de 22.324.167 m³.

O volume atual de Boqueirão de 122.784.452 m³, que representa 26,3% da capacidade. Vale lembrar que no início do ano o açude só tinha 14% de água acumulada.

De Olho no Cariri 

Blog do Max Silva – Foto: Aesa

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A edição de outubro do boletim Painel El Niño 2026-2027, divulgado nesta sexta-feira (30), revelou que o fenômeno deve aumentar os desafios relacionados à segurança hídrica e a agricultura no Nordeste nos próximos meses.

O documento foi elaborado pelo INMET, INPE, ANA e CEMADEN. O estudo aponta para a possibilidade de chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal em parte da região entre novembro deste ano e janeiro de 2027.

De acordo com o levantamento, o Nordeste concentra atualmente a situação de seca mais grave do Brasil. Entre agosto e setembro, a área regional classificada com seca grave passou de 16% para 28%, com impactos que vão desde a escassez de água até prejuízos à agricultura familiar.

Paraíba

A Paraíba possui municípios classificados nos níveis de Atenção e Observação do Alerta de Seca na Agricultura Familiar, indicando a necessidade de acompanhamento das condições climáticas e dos possíveis impactos sobre as comunidades rurais.

Segundo o CEMADEN, o impacto na agricultura paraibana deve afetar o plantio de feijão e milho.

A previsão climática também preocupa o setor produtivo. No semiárido nordestino, a expectativa de chuvas abaixo da média pode reduzir a disponibilidade de água para os rebanhos, diminuir a oferta de pastagem e aumentar a necessidade de irrigação.

O fenômeno El Niño foi identificado em junho deste ano e deve alcançar intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. A previsão é de que seus efeitos continuem influenciando o clima brasileiro pelo menos até o primeiro trimestre de 2027.

Com Portal Correio