Bolsonaro autoriza uso das Forças Armadas no combate a queimadas na Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta sexta-feira (23) um decreto para autorizar o uso das Forças Armadas no combate a queimadas na Amazônia. O decreto prevê o uso das tropas até 24 de setembro.

O decreto foi publicado em edição extra do “Diário Oficial da União” e assinado após o presidente ter se reunido em Brasília com alguns ministros para discutir o assunto.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Bolsonaro fará um pronunciamento às 20h30 para anunciar medidas de combate aos incêndios. Mais cedo, nesta sexta, Bolsonaro já havia dito que a “tendência” era ele autorizar o uso das Forças Armadas na região.

As queimadas na Amazônia têm repercutido internacionalmente, e Bolsonaro tem dito, sem apresentar provas, que integrantes de organizações não governamentais (ONGs) e fazendeiros podem estar envolvidos nas queimadas.

O QUE DIZ O DECRETO?

De acordo com o texto do decreto, o uso dos militares depende de requerimento por parte dos governadores da região.

Além disso, o decreto determina que o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, definirá a alocação dos meios que serão utilizados na operação.

O texto diz também que o trabalho das Forças Armadas ocorrerá em “articulação” com os órgãos de segurança pública e os órgãos e entidades públicas de proteção ambiental.

Leia a íntegra do decreto:

Autoriza o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem e para ações subsidiárias nas áreas de fronteira, nas terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas da Amazônia Legal na hipótese de requerimento do Governador do respectivo Estado.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e XIII, da Constituição, e tendo em vista o disposto nos art. 15, art. 16 e art. 16-A da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999,

DECRETA:

Art. 1º Fica autorizado o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem e para ações subsidiárias, no período de 24 de agosto a 24 de setembro de 2019, nas áreas de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas dos Estados da Amazônia Legal que requererem:

I – ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais; e

II – levantamento e combate a focos de incêndio.

Art. 2º O emprego das Forças Armadas nas hipóteses previstas neste Decreto fica autorizado em outras áreas da Amazônia Legal caso haja requerimento do Governador do respectivo Estado ao Presidente da República, observado o disposto no § 3º do art. 15 da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999.

Art. 3º O Ministro de Estado da Defesa definirá a alocação dos meios disponíveis e os Comandos que serão responsáveis pela operação.

Art. 4º O emprego das Forças Armadas de que trata este Decreto ocorrerá em articulação com os órgãos de segurança pública, sob a coordenação dos Comandos a que se refere o art. 3º, e com os órgãos e as entidades públicas de proteção ambiental.

Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Informações com G1

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A Paraíba fez história nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) 2026 ao conquistar o título de campeã nacional de luta olímpica por equipes, em competição realizada em Brasília. Entre os destaques da conquista estão os atletas Kevyn Fabian, de Sumé, e Pietro Enzo, de Monteiro, representantes do Cariri paraibano na equipe campeã.

A campanha paraibana foi marcada por grandes combates e pelo desempenho coletivo dos atletas, que enfrentaram equipes de estados como Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe e Rio de Janeiro.

Representando Sumé, Kevyn Fabian competiu na categoria até 44 kg, enquanto o monteirense Pietro Enzo defendeu a Paraíba na categoria até 52 kg. Os dois se juntaram a João Gabriel, da categoria 62 kg, Alex Sousa, nos 68 kg, e Rickson José, nos 75 kg, formando a equipe que levou o estado ao lugar mais alto do pódio.

Os atletas paraibanos são oriundos de diferentes projetos e instituições, incluindo o Instituto Otacílio Gama e o Campestre, de Campina Grande, além do Projeto Cariri, de Sumé.

Durante a competição, a Paraíba demonstrou qualidade técnica, organização e estratégia nos confrontos. As disputas decisivas contra o Rio de Janeiro foram acompanhadas por um grande público em Brasília e terminaram com a conquista do título nacional pelos paraibanos.

A participação de Kevyn Fabian e Pietro Enzo também evidencia o crescimento da luta olímpica no Cariri. Com representantes de Sumé e Monteiro integrando a equipe campeã brasileira, a região mostra que vem revelando atletas capazes de competir em alto nível no cenário nacional.

A conquista nos JEBs 2026 representa mais um importante resultado para o esporte paraibano e fortalece o trabalho desenvolvido na luta olímpica em diferentes municípios do estado.