Com maioria, Câmara derruba decisão do STF que afastou Wilson Santiago

Foto: João Ricardo/PTB

A Câmara dos Deputados derrubou na noite desta quarta-feira (5), por 233 votos a favor, 170 contra e sete abstenções, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, que havia determinado o afastamento do paraibano Wilson Santiago (PTB) do mandato, alvo da Operação Pés de Barro. Com a decisão, Santiago retoma as atividades parlamentares.

O relator do processo foi o deputado Marcelo Ramos (PL-AM). Inicialmente, quem iria relatar a peça era o deputado Fábio Trad (PSD-MS), mas o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez a substituição em cima da votação.

Em nome da “autonomia do Congresso”, Ramos defendeu a permanência de Santiago no mandato. Antes, o relator apresentou um questionamento preliminar sobre o quórum de votação para se manter ou rejeitar o afastamento cautelar determinado pelo ministro do Supremo Celso de Mello.

O parlamentar concluiu que deve ser alcançada maioria absoluta para manter a medida cautelar, seguindo um parecer que seja favorável ao afastamento. “Assim, seria necessário derrubar um parecer a favor do afastamento com 257 votos contrários para manter o parlamentar no exercício de seu mandato”, afirmou.

O advogado de defesa de Wilson Santiago, Luiz Henrique Alves, contestou a decisão do ministro Celso de Melo.

“A decisão foi prolatada em 19 de dezembro. O STF entrou em recesso no dia 20, a Câmara entre recesso no dia 23. Foi uma decisão democrática, é uma decisão de caráter precário que pode ser derrubada por vocês [deputado] e pelo próprio STF”, disse.

Machado afirmou ainda que Santiago está sendo objeto de um “definhamento midiático” diante do levantamento do sigilo das investigações antes do acesso da defesa. “Só tivemos acesso no dia 28 de janeiro, tivemos agora o recesso, e os blogs da Paraíba estão dando notícia das decisões”, criticou.

O deputado foi afastado do cargo em 21 dezembro, com base na investigações da Operação Pés de Barro, que visou desarticular uma organização criminosa dedicada à realização de pagamentos ilícitos e superfaturamentos de obras no Sertão da Paraíba. O deputado é acusado de receber R$ 1,2 milhão em propinas.

Wilson Filho e o apelo final

O deputado estadual Wilson Filho (PTB), filho do deputado Wilson Santiago (PTB), acompanhou a votação direto do plenário.

Desde o início da semana, fez contatos com os parlamentares em Brasília para livrar o pai do afastamento.

Com MaisPB

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Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra que Lula (PT) soma 47% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro (PL) em eventual disputa de 2º turno da disputa pela Presidência da República. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Na pesquisa anterior, de uma semana atrás, Lula tinha 46% e Flávio Bolsonaro, 44%, em situação de empate técnico.

O Datafolha também apresentou cenários de Lula contra Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

Veja, abaixo, os números das cinco simulações de 2º turno.

Lula x Flávio Bolsonaro

  • Lula (PT): 47% (eram 46%)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 44%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 7% (eram 8%)
  • Indecisos: 1% (era 1%)

Lula x Ronaldo Caiado

  • Lula (PT): 46% (eram 46%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 44% (eram 42%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)
  • Indecisos: 1% (eram 2%)

Lula x Romeu Zema

  • Lula (PT): 48% (eram 49%)
  • Romeu Zema (Novo): 39% (eram 39%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 11%)
  • Indecisos: 1% (eram 2%)

Lula x Renan Santos

  • Lula (PT): 48% (eram 47%)
  • Renan Santos (Missão): 39% (eram 38%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 13%)
  • Indecisos: 2% (eram 2%)

Lula x Augusto Cury

  • Lula (PT): 46% (eram 44%)
  • Augusto Cury (Avante): 43% (eram 43%)
  • Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)
  • Indecisos: 1% (era 1%)

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-00304/2026.

Com Portal G1