MPF investiga a possível existência de agrotóxicos na água do Açude de Boqueirão

Um inquérito civil aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) vai investigar a qualidade da água do Açude Epitácio Pessoa, localizado no município de Boqueirão, na Paraíba, para saber que tipo de água está sendo consumido nos municípios atendidos pelo reservatório. O objetivo é averiguar a possível presença de agrotóxicos na água e que reflexos essas substâncias podem provocar sobre a saúde humana, sobre os animais e sobre o meio ambiente.

A portaria que instaura o procedimento está publicada na edição desta quarta-feira (22) do Diário Eletrônico do MPF e foi assinada pelo procurador da república Bruno Galvão Paiva.

O açude é um dos maiores da Paraíba e atende a municípios paraibanos como Campina Grande, Boqueirão, Queimadas, Pocinhos, Caturité, Riacho de Santo Antônio e Barra de São Miguel.

Além disso, o açude seria, segundo o texto do MPF, essencial para atividades econômicas como agricultura, pecuária, piscicultura e carcinicultura, de forma que monitorar a qualidade da água que sai dele seria algo extremamente relevante.

Como primeira diligência, o MPF enviou oficio para uma série de instituições públicas para solicitar, num prazo de dez dias, todos os relatórios ou estudos já produzidos nos últimos cinco anos sobre a qualidade da água no Açude de Boqueirão e os reflexos de tais águas sobre a saúde humana, os animais, a vegetação, os lençóis freáticos, a agricultura e a pecuária.

Foram oficiados o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), a Agência Nacional de Águas (ANA), a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a Agência Estadual de Águas (Aesa), a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema-PB) e o Instituto Nacional do Semiárido (Insa).
G1 PB

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A Paraíba fez história nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) 2026 ao conquistar o título de campeã nacional de luta olímpica por equipes, em competição realizada em Brasília. Entre os destaques da conquista estão os atletas Kevyn Fabian, de Sumé, e Pietro Enzo, de Monteiro, representantes do Cariri paraibano na equipe campeã.

A campanha paraibana foi marcada por grandes combates e pelo desempenho coletivo dos atletas, que enfrentaram equipes de estados como Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe e Rio de Janeiro.

Representando Sumé, Kevyn Fabian competiu na categoria até 44 kg, enquanto o monteirense Pietro Enzo defendeu a Paraíba na categoria até 52 kg. Os dois se juntaram a João Gabriel, da categoria 62 kg, Alex Sousa, nos 68 kg, e Rickson José, nos 75 kg, formando a equipe que levou o estado ao lugar mais alto do pódio.

Os atletas paraibanos são oriundos de diferentes projetos e instituições, incluindo o Instituto Otacílio Gama e o Campestre, de Campina Grande, além do Projeto Cariri, de Sumé.

Durante a competição, a Paraíba demonstrou qualidade técnica, organização e estratégia nos confrontos. As disputas decisivas contra o Rio de Janeiro foram acompanhadas por um grande público em Brasília e terminaram com a conquista do título nacional pelos paraibanos.

A participação de Kevyn Fabian e Pietro Enzo também evidencia o crescimento da luta olímpica no Cariri. Com representantes de Sumé e Monteiro integrando a equipe campeã brasileira, a região mostra que vem revelando atletas capazes de competir em alto nível no cenário nacional.

A conquista nos JEBs 2026 representa mais um importante resultado para o esporte paraibano e fortalece o trabalho desenvolvido na luta olímpica em diferentes municípios do estado.