Vereadores aprovam criação do Conselho de Segurança e dá passo decisivo para reabertura do BB em Serra Branca

A agência do Banco do Brasil de Serra Branca está fechada há mais de um ano e um dos motivos para a não reabertura da unidade é a falta de um conselho de segurança no município. O banco cobrava essa instalação há tempos, mas somente agora o Poder Executivo enviou o projeto de lei que regulamenta sua criação, que foi aprovado por unanimidade pelos vereadores serra-branquenses.

A aprovação do projeto se deu em sessão extraordinária decretada pelo presidente da Câmara, Paulo Sérgio, na manhã desta quarta-feira (24). O conselho foi aprovado em regime de urgência dada a importância da matéria, enviada pela Prefeitura Municipal. Participaram da sessão os vereadores Paulo Sérgio (Presidente), Guilherme Gaudêncio, Rennan Mamed, Macilon, Valber Pinto, Diógenes Sales, Bacica e Egberto Ferreira.

Para o vereador Diógenes Sales, a sensibilidade do prefeito Souzinha em enviar a matéria no início de seu governo é uma demonstração que o prefeito não apenas está preocupado com a reabertura do banco, mas com a segurança em Serra Branca. Para ele, a gestão já sinalizou que empenhará todos os esforços para garantir instrumentos que facilitem o trabalho das forças policiais e diminuam a incidência de crimes no município.

Renan Mamed é vereador de oposição e disse que nesse momento não há diferenças políticas em torno de uma causa comum e necessária a toda população. Para o parlamentar, o conselho será importante para a reabertura do Banco do Brasil, mas servirá para discutir e criar alternativas para todos os demais problemas relacionados à segurança.

A sessão contou com a participação do gerente local do Banco do Brasil, Mezofane, e de seu sub gerente Ricardo. Mezofane disse após a instalação do conselho acionará a Superintendência Estadual do banco e acredita que esse passo será decisivo para a reabertura da unidade local.

De Olho no Cariri

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri