Único deputado da PB a votar contra o projeto que ampliaria nº de parlamentares, Cabo Gilberto defende veto de Lula

Único parlamentar da Paraíba a votar contra o projeto que ampliaria de 513 para 531 o número de deputados federais, o deputado federal Cabo Gilberto (PL) se posicionou a favor do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à proposta.

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (17) no Diário Oficial da União e, caso mantida poderá reduzir a bancada paraibana de 12 para 10 deputados e na ALPB de 36 para 30 deputados.

Em entrevista à CBN João Pessoa, Cabo Gilberto afirmou que sua posição é fundamentada em convicções jurídicas e fiscais. Segundo ele, o aumento do número de parlamentares é inconstitucional, já que o tema já foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) anteriormente.

“É uma matéria cara para mim, é um voto de convicção” pontuou.

Durante a tramitação do projeto na Câmara, Cabo Gilberto foi voz isolada entre os paraibanos ao rejeitar a proposta e avalia que, mesmo diante da insatisfação de parte da bancada paraibana, o país deve priorizar o equilíbrio fiscal e respeitar os limites legais já estabelecidos para a composição do Legislativo.

O veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-lo ou derrubá-lo.

De Olho no Cariri

Com PB Agora

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri