TRE-PB julga hoje ação que pode deixar Ricardo inelegível até 2022

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) julgará, na sessão da tarde desta quinta-feira (11), a Ação de Investigação Judicial Eleitoral 2007-51, conhecida como ‘Aije do Empreender’ que investiga abuso de poder político e econômico através de programa que libera crédito financeiros a micronegócios na Paraíba durante as eleições de 2014.

A ação pede a cassação dos mandatos e dos direitos políticos do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) mas como eles já terminaram os mandatos em questão poderão ficar inelegíveis até 2022 se condenados. A Aije foi protocolada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) nas eleições 2014 e já teve cinco relatores. O atual é o desembargador José Ricardo Porto.

Além de Ricardo Coutinho e Lígia Feliciano também são réus na ação:

– Francisco César Gonçalves (ex-secretário de Cultura do estado);

– Márcia de Figueiredo Lucena Lira (ex-secretária de Educação do Estado);

– Waldson de Souza Dias (ex-secretário de saúde do Estado);

– Renato Costa Feliciano ( ex-secretário estadual de turismo);

– Antônio Eduardo Albino de Moraes Filho (ex-secretário executivo do Empreender Paraíba).

De acordo com a acusação, houve um aumento na concessão dos benefícios durante o ano eleitoral e sem critérios técnicos. Os valores teriam aumentado cerca de 91%  segundo perícias anexadas a ação. O governo sempre negou as acusações.

Com Mais PB

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O deputado federal Zé Tovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).

O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.

Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.

“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.

Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.

Com Portal G1