Prefeita de Livramento é inocentada pelo TRF em denúncias feitas pelos ex-vereadores Dóia e Lela

O Tribunal Regional Federal da 5.ª Região julgou no último dia 19 de abril uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, decorrente de uma denúncia dos ex-vereadores Ozemar Ramos, conhecido na cidade como Dóia, e Aureliana Oliveira, conhecida como Lela Anastácio.

A denúncia (Inquérito 3253-PB) dava conta de supostas irregularidades em várias obras na cidade de Livramento, porém, o que se apurou é que as irregularidades nas obras eram do período do ex-prefeito Jarbas Correia Bezerra, na gestão que se findou em 2012. Nesta gestão, inclusive, a secretária de saúde era a própria ex-vereadora denunciante e o secretário de agricultura o também ex-vereador e denunciante.

Sem achar nenhuma irregularidade, o MPF denunciou Carmelita por atraso em prestações de contas de dois convênios, um de 2009 e um de 2010, onde a Prefeitura, na época da gestão de Jarbas Correia, recebeu o dinheiro, mas não executou a obra completamente.

Coube a Carmelita Ventura terminar a obra com poucos recursos e prestar contas das mesmas, o que atrasou naturalmente um pouco, em virtude da necessidade de convocar as empresas que tinham paralisado as obras para retornar ao trabalho.

A defesa de Carmelita Ventura, na pessoa do advogado José Maviael Fernandes, usou a tribuna da sessão plenária, argumentando que as prestações de contas foram aprovadas e em uma delas a FUNASA atestou, em um convênio para a construção de casas, que o cumprimento do objeto na ordem de 101,42%, isso significa dizer, segundo o advogado, que com o recurso que veio a Prefeita conseguiu terminar a obra e aumentá-la um pouco mais, com os rendimentos do valor aplicado e uma pequena contrapartida, construindo mais casas do que era obrigado.

Carmelita Ventura venceu as últimas eleições, sendo reeleita para um segundo mandato, enquanto o ex-vereador Dóia não conseguiu registro junto à Justiça Eleitoral, por ter sido enquadrado na lei da Ficha Limpa e a ex-vereadora Lela desistiu de ser candidata novamente.

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri