No Cariri: Câmara Municipal vai pagar R$ 45 mil em aluguel de carro e contratação levanta questionamentos

A decisão da Câmara Municipal de São Sebastião do Umbuzeiro de contratar a locação de um veículo por R$ 45 mil ao longo de apenas dez meses tem gerado questionamentos sobre a economicidade do gasto público e o planejamento administrativo da Casa Legislativa comandada pela vereadora Sildete Siqueira Bezerra Pires.

A informação foi apurada pelo portal Paraíba Mix e comprovada pela publicação no Diário Oficial onde o contrato firmado com a empresa Edson Motors Comércio de Automóveis Ltda, que prevê o pagamento mensal de R$ 4.500 por mês pelo aluguel de um carro de passeio, sem motorista e sem combustível. Ao final do período de apenas dez meses, o montante chega a R$ 45 mil , valor que, na prática, já se aproxima do custo de aquisição de um veículo popular.

A comparação levanta um ponto sensível: em menos de dois anos de um mandato na presidência, com valores semelhantes, o Poder Legislativo municipal poderia adquirir um carro 0KM próprio, que passaria a integrar o patrimônio público e poderia ser utilizado por vários anos, reduzindo despesas futuras.

A opção pela locação, nesse contexto, levanta dúvidas inevitáveis que o Tribunal de Contas deverá observar: o que motivou a escolha por um modelo mais oneroso? Houve estudo técnico comparando custo-benefício entre compra e aluguel? A decisão atende, de fato, ao interesse público?

Em diversas câmaras municipais da Paraíba, inclusive na região do Cariri é comum a aquisição de veículos próprios justamente como forma de economia e fortalecimento do patrimônio público. Nesses casos, o investimento inicial tende a ser compensado ao longo do tempo, evitando pagamentos contínuos sem retorno patrimonial.

Afinal, em tempos de cobranças por responsabilidade fiscal, cada real gasto pelo poder público deve ser acompanhado de planejamento, transparência e, sobretudo, justificativa convincente.

Confira as publicações no Diário Oficial:

De Olho no Cariri

Com Paraíba Mix

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O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a soberania dos países, citando especificamente os cenários da América Latina e do Brasil, onde, segundo o presidente, há tentativas de influência estrangeira sobre processos políticos nacionais.

Lula disse que a região da América Latina e do Caribe convive com pressões decorrentes da proximidade com grandes potências.

“Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou durante discurso na cerimônia de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22) em Nova York.

“Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais com recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, destacou, ao citar contextos recentes registrados na Venezuela, na Nicarágua, no Haiti e em Cuba.

Segundo o presidente, a região percorreu um longo caminho para consolidar regimes democráticos após períodos de ditadura e autoritarismo. Nesse contexto, ele defendeu maior integração regional e o respeito à autodeterminação dos povos.

“Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para uma maior integração entre vizinhos. Os países da região reconheceram os horrores dos regimes de exceção. Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular”, disse.

Democracia em xeque

Lula também alertou para o que classificou como retorno de práticas incompatíveis com a ordem internacional contemporânea. “A democracia está novamente em xeque”, afirmou. Em seguida, acrescentou que o mundo voltou a assistir à “ingerência externa em processos eleitorais”, à divisão de países em zonas de influência e a “investidas neocoloniais” em busca de recursos estratégicos.

Ao citar países da região, o presidente afirmou que cada povo deve definir seu próprio caminho. Segundo ele, o povo venezuelano deve decidir seu destino sem interferências externas, enquanto a Nicarágua não solucionará seus problemas impedindo a participação da oposição nas eleições.

Lula também mencionou a crise humanitária no Haiti e voltou a criticar o embargo econômico imposto a Cuba.

Redes de desinformação

Lula também citou a atuação de redes de desinformação durante campanhas eleitorais e afirmou que o Estado brasileiro estará atento a possíveis tentativas de interferência.

“Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem contaminar o debate público durante a campanha”, afirmou.

Em seguida, ressaltou a confiança nas instituições e no sistema eleitoral do país.

“Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos ou externos, atentem contra a vontade popular. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos afastará desse caminho”, declarou.

Negacionismo

Lula destacou ainda os perigos das chamadas fake news, sobretudo no que diz respeito aos achados científicos em temas como saúde e meio ambiente. “Na era da desinformação, os obscurantistas resistem às evidências da ciência”, disse, ao defender o combate ao negacionismo.

“Nunca esqueceremos das milhões de vidas perdidas pelo descaso no enfrentamento à covid-19. Campanhas contra vacinas estão trazendo de volta doenças que julgávamos estar erradicadas. Enfraquecer a Organização Mundial da Saúde (OMS) torna todos mais vulneráveis.”

“Até pouco tempo, a reposta à mudança do clima estava consolidada no centro da agenda internacional. Este ano, o tema desapareceu dos debates do G7 e do G20, fóruns que reúnem os maiores emissores de carbono do mundo. É hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo.”

Segurança pública

Ao tratar da segurança pública, Lula rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado em território nacional e defendeu a cooperação internacional em áreas específicas, como o combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro.

“Não vamos transferir a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo”, afirmou.

O presidente acrescentou que o enfrentamento ao crime deve ocorrer por meio da cooperação entre governos, e não por ações militares externas.

“Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas; precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado”, disse.

Segundo Lula, o Brasil apresentou aos Estados Unidos proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro realizada por criminosos brasileiros no exterior.

O presidente também afirmou que o país vem fortalecendo a coordenação entre os estados e ampliando as ações de combate às organizações criminosas.

Agência Brasil