Nabor Wanderley prega cautela sobre possível apoio de Lula a sua pré-candidatura ao Senado

O ex-prefeito de Patos e pré-candidato ao Senado Federal, Nabor Wanderley (Republicanos), reagiu com cautela às especulações sobre um possível apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à sua candidatura nas eleições de 2026. Durante entrevista à rádio Correio 98 FM, nesta quinta-feira (11), o ex-gestor municipal afirmou que recebe com satisfação o suposto reconhecimento e destacou que sua pré-candidatura segue aberta a novas alianças.

“Eu fico feliz com isso, com esse reconhecimento. Nós temos diversas políticas públicas que são implementadas, que se agregam às políticas públicas implementadas pelo presidente Lula, que são importantes”, declarou.

O pré-candidato destacou avanços registrados em Patos durante suas gestões. “Patos avançou muito na área da educação, de saúde, do cuidado com a primeira infância, das obras de infraestrutura, do cuidado com a preocupação com a inclusão, com as mães atípicas. A gente tem feito todo esse trabalho, que se confunde com as políticas públicas do Governo Federal”, afirmou.

Nabor também ressaltou que qualquer apoio político é bem-vindo, mas enfatizou que sua caminhada tem sido construída ao longo de anos de atuação pública e pela relação consolidada com lideranças em diversas regiões da Paraíba.

“Acho que todo apoio é importante, e o mais importante de tudo é estarmos juntos, somando para que a Paraíba cresça cada vez mais. Além dos apoios que a gente tem recebido, a gente tem uma história de trabalho. São quatro mandatos de prefeito de Patos, de gestões, modesta parte, todas bem avaliadas, com aprovação sempre acima de 80%, dois mandatos de deputado estadual que nos credenciam a representar a Paraíba no Senado Federal e ajudar o nosso Estado a crescer cada vez mais”, completou.

As declarações acontecem após repercussão de informações divulgadas na imprensa nacional apontando que o presidente Lula poderia apoiar o projeto político de Nabor na disputa por uma das vagas para o Senado em 2026. O tema movimentou os bastidores da política paraibana e reforçou as discussões sobre a composição das alianças que deverão disputar as eleições do próximo ano.

Com PB Agora

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB