LULA SOBRE A LAVA JATO: “Se eles não me prenderem logo, quem sabe um dia eu mando prendê-los”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (5) que os investigadores da Lava Jato “já têm a tese pronta” em relação a ele e ao Partido dos Trabalhadores. “Eu já prestei seis depoimentos e eles não querem a verdade”, disse Lula durante a abertura do 6º Congresso Estadual do PT em São Paulo.

Lula destacou ainda que, “se eles não me prenderem logo, quem sabe um dia eu mando prendê-los”. “Amanhã prenderão tal empresário ele vai delatar o Lula. Amanhã o Lula vai ser preso. Faz 2 anos que eu estou ouvindo isso. Dois anos que eu estou escutando. E se eles não me prenderem logo, quem sabe um dia eu mando prendê-los por mentira que estão falando”, disse.

O discurso foi feito ao lado do ex-presidente do Uruguai José Mujica. Também participaram a senadora Gleisi Hoffman, o senador Lindbergh Farias, o presidente do PT Rui Falcão e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

“Eu tenho ficado quieto. Tenho ficado quieto porque vai ter um momento de falar, porque no fundo, no fundo, eu já prestei seis depoimentos e eles não querem a verdade. Eles criaram um conceito neste país, que eu não vou dizer para vocês porque eu quero dizer no meu depoimento, em que não tem argumento. Eles já estão com a tese pronta: ‘o PT é uma organização criminosa, o Lula montou um governo para roubar até depois que ele saísse’. Portanto, se o Lula é o Lula, o Lula era o chefe. Então ele tem que saber de tudo”, disse o ex-presidente.

Lula disse que as acusações de que ele seria dono do tríplex no Guarujá são feitas para impressionar. “Eu todo santo dia fico esperando alguém dizer ‘esse Lula deve ter roubado muito’, porque eles falam de um triplex para tentar impressionar vocês. Na verdade, é como se fosse uma casa Minha Casa Minha Vida uma em cima da outra.”

Com G1

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri