Lucas nega influência do tio, Aguinaldo Ribeiro, nas tomadas de decisões: “o governador sou eu”

O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), foi enfático nesta terça-feira (14/07) ao garantir autonomia nas tomadas de decisões à frente do Executivo e estadual e negou qualquer influência por parte do tio, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), uma das principais lideranças políticas do Estado.

Durante entrevista concedida na sabatina da Rádio CBN João Pessoa com os pré-candidatos ao Governo da Paraíba, Lucas classificou como mentiras as críticas feitas sobre interferência na gestão e reafirmou liberdade total na atuação do mandato.

“E é coisa de gente que não tem o que falar de mim, na verdade. Não tem o que dizer da minha pessoa, não tem como dizer que Lucas responde a um processo, que Lucas tem alguma ação suspeita. Nada disso. Nada disso eles encontram contra a minha pessoa. Pode olhar os meus 100 dias de governo, quem fez gestão, quem tomou as decisões, quem estava lá, quem está tomando a decisão hoje sou eu, rapaz. Governador, sou eu. A responsabilidade é minha. De qualquer decisão, recai sobre mim. E aqui, eu não vou admitir que as pessoas venham querer dizer que tem interferências de outra pessoa, de terceiro, não. Porque no fim do dia, meu amigo, sou eu e o papel é aquela caneta para poder responder e decidir. Isso é o que acontece e essa é a realidade”, cravou.

Portal da Capital

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 23ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), deflagrou, nesse domingo (11), a Operação Oplotheke, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no município de Soledade.

A ação faz parte de uma investigação sobre a destinação do acervo de armas de fogo de um atirador desportivo, caçador e colecionador (CAC) falecido recentemente.

De acordo com as investigações, o filho do falecido, um advogado que reside no município, mantinha armas e munições sob sua guarda sem a devida comunicação do óbito aos órgãos competentes ou a adoção das providências legais para a destinação do armamento.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais civis apreenderam duas espingardas, sendo uma calibre 12, registrada em nome do falecido; e outra com a numeração suprimida. Também foram encontradas diversas munições de uso restrito, incluindo calibres 762, 9 mm, .357 Magnum e .45 ACP, além de munições de calibres .380, 12 e .22 e insumos para recarga.

Dos aproximadamente dez armamentos cadastrados em nome do falecido junto à Polícia Federal, apenas uma arma foi localizada durante a ação. O paradeiro das demais armas e a origem das munições apreendidas seguem sob investigação.

O advogado foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida e munições de uso restrito. Em razão da condição profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi formalmente comunicada para acompanhar o procedimento, assegurando as prerrogativas legais da advocacia. Diante das circunstâncias da ocorrência, não foi arbitrada fiança na esfera policial.

O nome da operação, Oplotheke, tem origem grega e remete à ideia de depósito ou arsenal de armas, em referência ao conjunto de armamentos e munições mantido irregularmente e apreendido durante a ação policial.

Acervo de armas de fogo de CAC

O administrador da herança ou inventariante tem o prazo de 90 dias para comunicar o óbito do CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) à Polícia Federal ou ao Exército Brasileiro. 

A arma deve permanecer sob a guarda do administrador ou curador em um local seguro, mas ela não pode ser usada ou portada por herdeiros sem a devida regularização. Manter arma registrada em nome de falecido sem processo sucessório é crime (Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, conforme entendimento do STJ).

De Olho no Cariri

Com ClickPB