João Azevêdo ratifica disputa à reeleição ao lado de Cícero, Lucas Ribeiro, Santiago e lideranças de 12 partidos

O governador e pré-candidato a reeleição João Azevêdo (PSB) reuniu lideranças de 12 partidos aliados em plenária realizada no início da noite  desta quinta-feira (14), em João Pessoa, e destacou que todos marcharão juntos nessa construção coletiva pela Paraíba. A plenária, que reuniu uma multidão no Clube Cabo Branco, contou com as presenças dos prefeitos de João Pessoa Cícero Lucena e de Patos, Nabor Wanderley, do vice-prefeito de Campina Grande Lucas Ribeiro e lideranças dos partidos PSB, Progressistas, Republicanos, PSD, PV, Rede, PC do B, Podemos, Avante, Solidariedade, PMN e Agir 36.

João destacou que a Paraíba vive um momento decisivo de incluir mais um ingrediente no processo eleitoral, dizendo não a violência e sim ao respeito ao contraditório para fazer uma verdadeira democracia nesse país. “Esse é o início de uma caminhada pela Paraíba, é um dia extremamente feliz, porque ratifica esse nosso compromisso com nosso amado estado, com essa terra tão querida, que eu tenho certeza que ainda tem muito o que receber da nossa gestão. Hoje é o início desse processo, ratificar nossa condição de pré-candidato, não só a minha, mas de todo o time que nos acompanha, dos partidos aliados que estão conosco, dizendo para a Paraiba que vamos começar essa luta a partir de agora”, afirmou o governador.

Em seu discurso, João disse que sua pré-candidatura à reeleição não é um projeto pessoal e ressaltou fazer política com coragem e capacidade de ouvir os que são contrários aos seus pensamentos. “Aqui não existe ‘eu quero’, mas ‘nós queremos’, numa relação de diálogo e respeito. Aqui não tem promessa, tem compromisso. Não fazemos promessas, firmamos compromissos”, frisou calorosamente o socialista.

O governador João Azevêdo chegou ao Clube Cabo Branco ao lado do prefeito Cícero Lucena (Progressistas), do vice-prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), do vice-prefeito de Campina Grande, Lucas Ribeiro (Progressistas), do deputado federal Wilson Santiago (Republicanos) e dezenas de lideranças partidárias.

Dentre a lideranças partidárias que estiveram nomes como Raniery Paulino, o prefeito de Patos Nabor Wanderley, o deputado federal Frei Anastácio (PT), deputado estadual e presidente do PSD-JP Felipe Leitão, Eva Gouveia (PSD), deputado estadual Anísio Maia (PT), o presidente do PV Dênis Soares, deputado estadual Inácio Falcão (PC do B), vereador e presidente do Avante Dinho Dowsley, presidente do Podemos Júnior Pires, deputado Chió (Rede), presidente do Agir36 Flávio Moreira e Lídia Moura (PMN), além de dezenas de prefeitos paraibanos.

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As apostas online têm gastos anuais de R$ 2,2 bilhões e equivalem a mais de três vezes a movimentação financeira estimada para as compras de Natal. A falsa impressão de ganho rápido de dinheiro pode causar efeitos colaterais aos apostadore, como é o caso do endividamento.

O hábito pode acarretar perda de controle, conflitos pessoais e impacto sobre a saúde mental. É o que indica pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), feita nos dias 22 a 25 de junho, com 1.024 moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. 

Entre os entrevistados, 22,8% afirmaram já ter participado de apostas online. Desses, 33% disseram que apostam por causa da chance de ganhar dinheiro rápido, enquanto 25,4% veem no jogo uma oportunidade de fazer renda extra.

Dificuldade de parar

O levantamento aponta que 22,3% dos apostadores disseram ter dificuldade de parar com as apostas. Outros 29,1% afirmaram já ter sentido culpa por apostar, enquanto 34,8% disseram ter sido criticados por causa do hábito. A pesquisa mostra ainda que 6,9% afirmaram já ter se prejudicado ou afetar outra pessoa em razão das apostas. Entre esses, 68% relataram ter perdido dinheiro.

O gasto médio mensal declarado pelos apostadores foi de R$ 96,30, e o instituto estima que 1,9 milhão de pessoas na Região Metropolitana do Rio já tenham participado de apostas online. Com base nos valores, a estimativa é de R$ 182 milhões movimentados mensalmente em apostas online.

Entre os que já apostaram, 5,1% afirmaram ter se endividado por causa das apostas. O percentual pode parecer pequeno, mas ganha outra dimensão quando observado em conjunto com outros indicadores. Ao menos 42,9% disseram possuir alguma dívida, e, entre aqueles com dívidas, 45,9% afirmaram que não estão com os pagamentos em dia. Além disso, 42% admitiram que, depois de perder dinheiro, voltaram a apostar para tentar recuperar o prejuízo.

Renda

Dos que já participaram de apostas online, 36% têm renda mensal entre um e dois salários mínimos, enquanto 19,7% recebem de dois a três salários mínimos e 19,4% têm renda de até um salário mínimo.

Em relação à frequência com que apostam, 21,9% disseram jogar diariamente e 27,9% fazem de uma a duas vezes por semana. De acordo com a sondagem, 60,9% já participaram de apostas em bets. O Tigrinho aparece em seguida, com 49,4%.

Para o diretor-executivo do IFec-RJ, João Gomes, “existe uma falsa percepção dos apostadores de que o jogo representa uma forma de ganhar dinheiro rápido, complementar a renda ou até mesmo funcionar como investimento”.

Os dados mostram, porém, que esse comportamento alavanca o endividamento e compromete o orçamento das famílias.

Do ponto de vista econômico, os recursos destinados às apostas também deixam de circular em outras atividades de consumo e investimento, reduzindo o potencial de movimentação da economia fluminense.

“É um problema que ultrapassa a esfera individual e produz impactos socioeconômicos mais amplos”, avalia Jóão Gomes.

De Olho no Cariri

Com Agência Brasil