Governo vai propor adiamento de reajuste de servidores para 2020

O presidente Michel Temer vai encampar a recomendação do Ministério do Planejamento segundo a qual não é possível dar aumento salarial ao funcionalismo em 2019.

A sugestão de suspender o aumento, que beneficia diferentes categorias, foi levada ao presidente pelo ministro do Planejamento, Esteves Colnago. O Palácio do Planalto já recebeu a proposta, que deverá ser transformada em Medida Provisória (MP). A medida será enviada em breve ao Congresso. A decisão final sobre o adiamento do reajuste para 2020 caberá ao Legislativo.

Com o orçamento apertado, o governo sustenta que haverá cortes bilionários nos programas sociais no ano que vem se não houver a suspensão do aumento, previsto para ser pago em janeiro, quando o novo presidente já terá assumido o cargo. A medida acarretaria uma economia de até R$ 11 bilhões no orçamento de 2019, considerando todos os servidores, entre civis e militares. Se o reajuste for adiado apenas para os civis, o impacto seria de R$ 6,9 bilhões, informou o Planejamento.

A previsão é que as despesas com pessoal da União em 2019, como salários e encargos, seja de R$ 322 bilhões. O ministro do Planejamento já informou, em entrevista recente, que, se o presidente concordasse com o adiamento do reajuste, uma proposição deveria ser enviada ao Legislativo antes do projeto do Orçamento de 2019, conhecido como Lei Orçamentária Anual (LOA 2019). Conforme a legislação, o governo precisa enviar até 31 de agosto a peça orçamentária para o ano seguinte.

Reajuste do Judiciário 

O governo também já decidiu que irá esperar o Congresso se posicionar sobre a proposta de aumento de 16% nos salários do Judiciário, apresentada nesta quinta-feira (9) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme antecipou, o reajuste irá onerar a folha de pagamento do Executivo em R$ 243 milhões. Se considerado o “efeito cascata” nos demais poderes e também nas unidades da Federação, as despesas podem aumentar em até R$ 4 bilhões, segundo projeções de técnicos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Somente no Judiciário, o impacto seria de R$ 717 milhões ao ano. Nesta sexta-feira, o Ministério Público Federal (MPF) também anunciou a mesma proposta de reajuste para procuradores.

Com Agência Brasil

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio da 21ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (21ª DSPC), com atuação da UNINTELPOL e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizou a prisão de um caminhoneiro natural de Esperança-PB, flagrado transportando mais de meia tonelada de drogas na cidade de Vitória da Conquista, no Estado da Bahia. A captura aconteceu nessa segunda-feira (5), por volta das 11h30. No total, cerca de 523 quilos de entorpecentes.

O suspeito trabalhava como caminhoneiro em uma transportadora e, segundo os elementos reunidos durante a investigação, estaria utilizando o veículo da empresa para transportar drogas provenientes da região Sul do país com destino ao Brejo Paraibano. As investigações tiveram início no começo de setembro, após a Polícia Civil da Paraíba receber informações de que parte das drogas comercializadas na cidade de Solânea estaria chegando à região por meio do transporte realizado pelo caminhoneiro.

A partir das informações, equipes da 21ª DSPC com apoio da UNINTELPOL, realizaram levantamentos e análise de dados, conseguindo identificar características da atuação, rotas utilizadas e padrões relacionados ao deslocamento do caminhão. As informações obtidas foram compartilhadas com forças de segurança que atuam ao longo das rotas identificadas, permitindo o acompanhamento do deslocamento do veículo até a abordagem realizada pela Polícia Rodoviária Federal, em Vitória da Conquista.

Drogas – Durante a abordagem, os policiais localizaram uma grande quantidade de drogas no interior do caminhão-trator, de cor vermelha. O motorista foi preso e o material ilícito apreendido. Foram localizados 75 tabletes de cocaína, totalizando 78,1 quilos; 10 tabletes de pasta base de cocaína, com 10,5 quilos; e 359 tabletes de maconha, totalizando 434,4 quilos. O valor estimado da droga ultrapassa R$ 1 milhão.

Com MaisPB