Gervásio sai do páreo e PSB avalia nomes para disputar sucessão de Ricardo

Com a desistência do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado estadual Gervásio Maia, em disputar a indicação do partido como pré-candidato ao governo do estado no ano que vem, o PSB começa a analisar os nomes que dispõe para tentar suceder Ricardo Coutinho no cargo.

Gervásio Filho garante que sua meta é disputar um mandato de deputado federal e não revela os motivos da desistência pelo governo. O presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, disse, nesta segunda-feira (17), que a legenda pretende ter apenas um candidato a deputado federal.

Quanto à disputa pelo governo do estado, o líder do governo na ALPB, deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB), citou os nomes do secretário de Recursos Hídricos do Estado, João Azevedo; da deputada estadual Estela Bezerra (PSB); e da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) como opções.

Hervázio assegura que Gervásio Filho saiu da disputa da indicação como pré-candidato por uma questão de “foro íntimo”. Para o líder do governo, o grande sonho de Gervásio é mesmo chegar à Câmara Federal. “Ele disse apenas isso”, observou.

Gervásio se filiou ao PSB em março do ano passado, em solenidade na sede da Associação Paraibana de Imprensa (API), com a presença do governador Ricardo Coutinho, como uma grande opção para disputar a sucessão em 2018.

Em João Pessoa, o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) preferiu não comentar a decisão do presidente da Assembleia Legislativa em não disputar a indicação como pré-candidato ao governo. “Meu foco é o trabalho e a gestão. Não temos eleição neste ano. E 2017 é um ano de trabalho. A política a gente tem acompanhado de forma mais distante”, garantiu.

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri