Flávio Torreão avalia governo Souzinha e diz que união política com o PT é pouco provável

O ex-candidato a prefeito de Serra Branca, Flávio Torreão (PR), concedeu nesta segunda-feira (22) sua primeira ampla entrevista após o último pleito eleitoral.

A entrevista foi concedida ao Jornal do Meio Dia da Serra Branca FM e ao responder preguntas sobre vários temas, Flávio avaliou os primeiros meses de gestão de Souzinha, falou sobre o ex-prefeito Eduardo Torreão, seu principal apoiador nas últimas eleições, e comentou o futuro político de seu grupo.

Segundo Flávio, o governo de Souzinha tem acertos e falhas que precisam ser reconhecidos e ainda é cedo para delimitar uma avaliação precisa de sua gestão.

Para Flávio, a gestão realizou um trabalho louvável na organização estrutural da cidade e na limpeza urbana, mas peca em muitos aspectos na saúde e especialmente no tratamento ao homem do campo. “O prefeito prometeu corte de terra para os agricultores e desafio apresentarem um único agricultor que tenha sido assistido neste aspecto este ano; o governo não tem feito a recuperação das estradas da zona rural nem a perfuração de pequenos barreiros, e na saúde atrasou em muito a contratação de profissionais e serviços penalizando injustificadamente a população”, disse Flávio.

Flávio respondeu ainda sobre as críticas relacionadas ao governo do qual fazia parte, o de Eduardo Torreão, e que teria deixado vários problemas para o atual gestor, dificultando seu início de gestão. Flávio mais uma vez foi enfático e reconheceu as dificuldades de Dudu nos últimos anos de sua gestão e disse que não faria semelhante a ele se estivesse em seu lugar.

“Eu não vou aqui esconder os problemas de Dudu e não reconhecer as falhas de sua gestão nos últimos anos de sua administração. Eu acho que Dudu fez muito por Serra Branca, mas já estava cansado e sem muita dedicação no seu último mandato. O que questiono é que a população não aceitará de Souzinha pouco trabalho por conta das possíveis falhas de Eduardo Torreão. O prefeito e sua equipe olhem para o futuro, pois senão lá na frente o povo lhe dará a resposta”, arrebatou.

Por fim, Flávio comentou o futuro político de seu grupo e uma possível aliança com o PT, ventilada até mesmo por líderes petistas no início deste ano. Para Torreão, essa aliança é muito pouco provável uma vez que o PT pensa muito diferente de seu grupo e jamais faria uma aliança interesseira, sem que o povo não estivesse em primeiro lugar.

“O PT geralmente quer estabelecer alianças sendo sempre o protagonista dela. Dificilmente está aberto a apoiar outros candidatos que não sejam os de sua sigla. Todos sabem que eu e meu grupo sempre desacreditamos e combatemos duramente a forma do PT de administrar e conduzir alianças, acho pouco provável que isso mude especialmente com os líderes que continuam comandando a legenda. Fizemos uma aliança para a Câmara de Vereadores e isso não implica que estaremos juntos nas próximas eleições”, finalizou.

De Olho no Cariri

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri