Cícero: ‘Se PP não escolher melhor candidato, problema passa ser de toda base do governo’

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), voltou a cobrar da base do governador João Azevêdo (PSB) critérios para a escolha do candidato do grupo para concorrer às eleições de 2026. Filiado ao mesmo partido do vice-governador, Lucas Ribeiro – que é um dos nomes ventilados para ser o candidato do grupo, Cícero afirmou que essa definição “não é um problema do PP”.

Durante entrevista, Lucena destacou que o processo de escolha do candidato não deve se limitar a decisões internas do Progressistas, mas envolver toda a base aliada de forma estratégica.

“O candidato tem que ser aquele que tenha a melhor condição de ganhar a eleição. Não queremos um candidato, queremos ter o sucessor de João para dar continuidade a esse projeto. Mas para isso precisa ter critério, porque se alguém acha que esse problema é do PP, não é não. Porque se o PP não escolher o melhor candidato, passa a ser problema de toda a base do governo – ou não?”, questionou.

O gestor pessoense reforçou que está inserido em um projeto coletivo e que, por isso, a definição do nome mais competitivo deve vir a partir de critérios. “Nós fazemos parte de um projeto. Está cabendo – pelo que eu estou entendendo – que nós temos que indicar um candidato. Só que eu entendo, dentro de um projeto desse, que um candidato tem que ser aquele que melhor tenha condição de ganhar a eleição.”

Apesar do cenário, o prefeito afastou a possibilidade de deixar o partido e afirmou que respeitará a decisão, desde que os critérios estejam “certos”.

“Como eu vou dar uma opinião que já vou deixar o PP, porque eu já estou achando que não vou ser o escolhido? A gente tem que discutir. Pode não ser eu, se o critério tiver certo, eu tenho que me curvar à decisão do critério. A gente precisa definir critérios antes de definir nomes”, pontuou Cícero.

De Olho no Cariri

Com Mais PB

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta quinta-feira (3), em Serra Branca, no Cariri paraibano, suspeito de envolvimento em um caso de tortura, sequestro e lesões corporais praticados em um contexto de violência motivada por homofobia. A prisão ocorreu após investigações da Polícia Civil.

Segundo a corporação, os crimes aconteceram em fevereiro de 2020. Na ocasião, um professor, que tinha 45 anos à época, teria sido retirado à força de sua própria residência e levado contra a vontade para uma região rural do município.

Ainda conforme as investigações, a vítima foi submetida a intenso sofrimento físico e psicológico por quatro homens. Os suspeitos teriam utilizado agressões e outras formas de violência relacionadas à discriminação por sua orientação sexual.

As agressões provocaram ferimentos que fizeram com que o professor precisasse receber atendimento hospitalar e passar por um procedimento cirúrgico.

A Polícia Civil apurou ainda que o crime teria sido planejado como uma forma de represália depois da divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.

A possível motivação discriminatória foi considerada durante a investigação e poderá ser levada em conta na responsabilização penal, conforme a análise dos elementos reunidos no procedimento.

Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ele ficará à disposição da Justiça.

As investigações continuam. A identidade da vítima e outras informações relacionadas ao caso permanecem preservadas em razão do sigilo do procedimento.

De Olho no Cariri