Candidatos a governador gastaram mais de R$ 8,5 milhões em menos de um mês de campanha

Os cinco candidatos ao governo da Paraíba já gastaram mais de R$ 8,5 milhões em menos de um mês de campanha no estado. Juntos, todos os postulantes possuem patrimônio avaliado em pouco mais de R$ 10 milhões. O levantamento levou em consideração as informações disponibilizadas pela plataforma do Divulgacand, até as 9h desta sexta-feira (14).

De acordo com os dados repassados pelos próprios postulantes à Justiça Eleitoral, José Maranhão (MDB) aparece até o momento como o que mais gastou nas eleições deste ano. O emedebista declarou despesas de R$ 3.455.710,36.

O candidato do PSB, João Azevêdo, aparece em segundo lugar no ranking de gastos com a campanha. Segundo a prestação de contas, o socialista já contratou despesas no valor de R$ 3.377.631,33. Em seguida vem o candidato do PV, Lucélio Cartaxo, com R$ 1.679.575,60, Tárcio Teixeira, do PSol, com R$ 2.737,76, e Rama Dantas, do PSTU, com R$ 997,16.

A campanha eleitoral deste ano teve início no dia 16 de agosto. A novidade deste ano é a proibição de doações de empresas para os candidatos. Por conta da nova regra, muitos candidatos recorreram às vaquinhas virtuais para tocar a campanha.

Com Portal Correio

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A reta decisiva do calendário eleitoral de 2026 já está em andamento e exige atenção de partidos, candidatos e eleitores. A corregedora do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Vanessa do Egito, detalhou os principais prazos do processo eleitoral, explicou quando a propaganda estará autorizada e reforçou as regras que deverão ser observadas durante a campanha. As convenções partidárias seguem abertas desde 20 de julho e terminam em 5 de agosto.

Segundo a magistrada, após a realização das convenções, os partidos já podem encaminhar os pedidos de registro das candidaturas. O prazo final para que legendas e federações façam os registros é 15 de agosto, enquanto os próprios candidatos ainda poderão apresentar o requerimento em até 48 horas após esse período, nos casos previstos pela legislação. A propaganda eleitoral, por sua vez, só poderá ser realizada oficialmente a partir de 16 de agosto.

“Temos sim. A gente tá em pleno prazo de convenções partidárias. Desde 20 de julho e vai até 5 de agosto. Depois das convenções, os candidatos escolhidos já podem solicitar o registro. O prazo final é 15 de agosto e, a partir do dia 16 de agosto, começa a propaganda eleitoral propriamente dita”, explicou Vanessa do Egito.

A corregedora também chamou atenção para uma prática recorrente durante as eleições: o derrame de santinhos nas vias públicas. Ela ressaltou que a distribuição irregular de material gráfico, especialmente no dia da votação, configura crime eleitoral e ainda provoca impactos ambientais. Para a magistrada, além da fiscalização dos órgãos competentes, o comportamento do eleitor também tem papel importante na avaliação das condutas adotadas pelos candidatos durante a campanha.

“O derrame de santinhos é crime. No dia da votação não pode haver de jeito nenhum. Além da questão ambiental, o eleitor está mais consciente e observa esse tipo de comportamento. Se o candidato faz isso na rua, o eleitor também avalia como ele poderá representar a população”, afirmou.

Sobre as formas de propaganda autorizadas, Vanessa do Egito explicou que, a partir de 16 de agosto, passam a ser permitidas atividades como caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material impresso, desde que respeitadas as normas da legislação eleitoral. Outdoors continuam proibidos, enquanto bandeiras em vias públicas só podem permanecer entre 6h e 22h, sem comprometer a circulação de veículos e pedestres, devendo ser retiradas diariamente. Já a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terá início em 28 de agosto e seguirá até 1º de outubro. No dia 4 de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais.